sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Contra celulite, estresse e impotência, sorveteria espanhola lança 'sorveterapia'

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Vitrine da Llinares (Foto: Félix Llinares/Sorveteria Llinares)

Marca é conhecida pelos sabores raros (Foto: Félix Llinares/Sorveteria Llinares)

A maior marca de sorvetes artesanais da Espanha lançou neste verão uma linha medicinal que promete tratar de celulite e estresse até impotência.

A “sorveterapia”, como descreveu Félix Llinares, chef e proprietário da sorveteria Llinares, utiliza ervas e plantas medicinais misturadas a uma base de leite vegetal.

A ideia, segundo ele, foi unir a moda da vida saudável com a fitoterapia.

“É como tomar um chá, mas em forma de sorvete”, disse Llinares à BBC Brasil.

Contra gases e insônia

Com receitas exclusivas, a marca criou 12 sabores de sorvetes terapêuticos.

O de centelha asiática, por exemplo, promete combater a celulite. Contra o estresse, a Llinares sugere a mistura de três ervas medicinais (valeriana, erva-cidreira e tília). E para combater gases, sorvete de erva-doce.

Na lista há também propostas mais atrevidas, como o sorvete para evitar a impotência, à base de ginseng e outras plantas medicinais, a mistura para emagrecer, com aloe vera, além de outros sabores que prometem ajudar o consumidor a parar de fumar ou superar problemas de insônia.

Llinares explicou que a ideia da linha terapêutica surgiu depois que o pai dele teve um câncer de próstata.

“Comecei a pensar nos tratamentos naturais que poderiam ajudar o meu pai. Primeiro imaginei um sorvete diurético e uma coisa levou à outra”, disse.

“A saída dessa linha ainda é limitada, mas sempre tem gente disposta a provar novidades e se surpreende porque gosta do sabor e acredita na eficácia das plantas”, completou.

Sabores

Essa forma de inovar foi o que deu fama à sorveteria, cujas receitas são secretas.

A família administra a marca há quase 80 anos e já está na quinta geração de sorveteiros.

As lojas têm mais de mil sabores - muitos deles raros, como os sorvetes de chopp, cerveja preta, azeite de oliva, alho, cebola, salmão e canja de galinha.

Neste verão, foram introduzidos ainda sorvetes de alface, omelete, embutidos e anchovas com vinagre. Para o ano que vem, o chef avisa que haverá sabores de carne de crocodilo e cobra.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Elefanta ganha botas sob medida para aliviar dores nas patas

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A elefanta 'Gay' no zoológico de Paignton

A elefanta pesa 4 toneladas e tem quase 40 anos (Foto: Paignton Zoo/Divulgação)

Uma elefanta de quatro toneladas, que vive em um zoológico no sul da Grã-Bretanha, ganhou botas feitas sob medida para aliviar dores nas patas, provocadas por furúnculos.

Para confeccionar os sapatos, funcionários do Paignton Zoo tiveram que marcar o contorno de cada pata. Os moldes foram então enviados para a Austrália, onde uma empresa especializada em artigos para animais fabricou os calçados.

Cada sapato tem 40 cm de diâmetro e custou 250 libras (cerca de R$ 760).

"Os elefantes podem desenvolver dores nas patas por vários motivos - postura, idade, artrite, falta de exercício, e até por uma predisposição genética", explicou Ghislaine Sayers, chefe de serviços veterinários do zoológico.

Segundo ela, as botas vão ajudar a manter as patas da elefanta limpos.

"Com isso, vamos poder aplicar medicamentos para remover o tecido morto e diminuir a infecção", afirmou.

A elefanta, que tem quase 40 anos e foi batizada de "Gay", também vai ser submetida a sessões de pedicure e banhos com antibiótico.

A administração do zoológico também instalou um piso emborrachado coberto com cem toneladas de areia na jaula de Gay, para que ela possa ter mais facilidade de se deitar e se levantar.

Polvo que abre potes é atração de zoológico suíço

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Um polvo que sabe destampar embalagens é a mais nova atração do Jardim Zoológico da Basileia, na Suíça.

Nas horas de alimentação do animal, os visitantes se reúnem em volta do aquário para vê-lo usando seus oito tentáculos para abrir potes de iogurte, desatarraxar vidros de conservas ou tirar tampas de garrafas. O octópode está sendo exibido desde o mês passado.

De acordo com o zoológico da Basileia, as embalagens contendo de peixes, crustáceos ou ostras constituem uma espécie de "exercício mental" para evitar que o bicho "fique entediado".

O "show" do polvo é aberto ao público sempre nas tardes de segundas, quartas e sábados, entre 15h e 16h (no horário local).

A atração do zoológico suíço, no entanto, não chega a ser uma façanha inédita. Em 2007, o Aquário Nacional da Nova Zelândia também revelou possuir um polvo capaz de abrir uma garrafa de plástico para pegar seu alimento.

O polvo neozelandês usava dois tentáculos e sucção para tirar a tampa da garrafa e um tentáculo para pegar carne de caranguejo que os tratadores colocavam dentro.

Clique Leia mais na BBC Brasil sobre o polvo neozelandês

Vivendo solitários, exceto no período de acasalamento, os polvos estão entre os animais marinhos mais inteligentes que existem, com cérebros e sentidos altamente desenvolvidos. Eles moram em grutas submarinas e saem para caçar geralmente durante a noite.

Na procura por nutrientes, esses moluscos costumam vasculhar o fundo dos mares de forma incansável, inspecionando superfícies rochosas, abrindo conchas e revirando pedras pesadas à procura de suas presas. Durante a caça, podem chegar até mesmo a deixar a água e se mover por alguns metros na superfície terrestre.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Dez anos depois, criadores de 'Bruxa de Blair' planejam sequência

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Cena do filme 'A Bruxa de Blair' (arquivo)

'A Bruxa de Blair' usou a internet para alcançar o sucesso

Dez anos depois do lançamento do filme A Bruxa de Blair, um dos mais lucrativos da história do cinema e um dos primeiros a usar uma campanha viral online para sua divulgação, os criadores do fenômeno de 1999 agora pensam em uma sequência.

Eduardo Sanchez e Daniel Myrick rejeitam a sequência lançada em 2000, A Bruxa de Blair 2 - O Livro da Sombras, e agora querem retomar o tema – embora ainda estejam indecisos sobre como será o novo projeto, se seguirá o modelo do primeiro filme ou se será uma sequência mais bem cuidada e cara.

"Idealmente, cada filme da Bruxa de Blair seria completamente diferente um do outro", disse Sanchez ao repórter Kev Geoghegan, da BBC. "Pensamos em fazer um filme que se passa no final de 1700 e se parece com um filme de (Stanley) Kubrick, com uma luz mais granulada."

"Mas agora estamos pensando em voltar (ao filme original) e ver o que aconteceu logo depois de o primeiro filme acabar", acrescentou.

Câmera na mão

No entanto, Sanchez afirma que o novo filme não irá copiar o estilo de A Bruxa de Blair.

"Acho que teremos algum tipo de elemento de vídeo, mas não será um filme com câmeras operadas pelos atores", afirmou.

Apesar de já ter sido usada antes, a técnica de filmagem com câmeras nas mãos de A Bruxa de Blair, que resulta em imagens granuladas e tremidas, se transformou em algo comum nos filmes de terror, sendo repetida em longas como Cloverfield - Monstro e Quarentena.

Myrick afirma que a técnica agora é mais aceita pelo público.

"Todos, desde canais de notícias até documentários, usam a câmera na mão e acho que os expectadores percebem (estas imagens) como mais verdadeiras: 'estou assistindo algo verdadeiro, pois não parece produzido e premeditado'", afirmou.

História de sucesso

O filme original custou US$ 100 mil (cerca de R$ 183 mil) e foi apresentado ao público com um estilo de documentário. Mas a bilheteria mundial do longa chegou a US$ 250 milhões (aproximadamente R$ 458 milhões) graças à campanha na internet antes de seu lançamento e à boa propaganda boca-a-boca.

Mesmo dez anos depois de seu lançamento, a história do desaparecimento de três jovens documentaristas nas florestas de Maryland enquanto investigavam a lenda de uma bruxa local, ainda choca audiências.

A história da criação de A Bruxa de Blair começou em 1993, quando os então estudantes de cinema Sanchez e Myrick escreveram um primeiro esboço do roteiro, de 35 páginas, com a maior parte do diálogo improvisada.

Eles então fizeram um falso documentário de oito minutos a respeito da mitologia da bruxa, como se ela existisse, junto com falsos recortes de jornais e entrevistas.

Daniel Myrick (esq.) e Eduardo Sanchez

'A Bruxa de Blair' foi o primeiro projeto de Daniel Myrick (esq.) e Eduardo Sanchez

Logo no início do desenvolvimento do filme, Sanchez criou uma página na internet que afirmava ser o guia definitivo para o mito da Bruxa de Blair, um procedimento que agora é comum antes dos lançamentos de filmes.

As filmagens duraram apenas oito dias em um parque estadual de Maryland. Os três atores, Heather Donahue, Joshua Leonard e Mike Williams, tiveram cursos rápidos para aprender a manusear suas câmeras e então foram levados à floresta.

Durante o dia eles eram guiados para locações com as instruções entregues em caixas de leite e também recebiam ideias para improvisar os diálogos. Durante a noite, eles eram aterrorizados pelos produtores (que estavam escondidos) e privados de alimentos e sono.

''Traídos''

Os dois cineastas dizem que se sentiram traídos pela sequência de 2000, que foi muito criticada e indicada para cinco Razzies, o prêmio dado anualmente para os piores filmes de Hollywood, entregue perto da cerimônia do Oscar.

"Queríamos deixar o burburinho (gerado por) A Bruxa de Blair esfriar um pouco, estava tão fora de controle", disse Myrick.

"(...) Mas eles foram em frente e fizeram o filme pelo que achamos ser todas as razões erradas. Achamos que a história daquele filme destruiu a mitologia", acrescentou.

"Não nos sentimos tão responsáveis por aquele filme, pois tivemos pouco a ver com ele uma vez que declaramos nossa objeção ao rumo que estava tomando. Mas, ao mesmo tempo, tem o nome Bruxa de Blair nele", afirmou Sanchez.

Com o destino não esclarecido dos três personagens do primeiro filme, é improvável que os três atores voltem para a continuação planejada pelos dois cineastas.

"Converso com Josh (Leonard) regularmente e também com Mike Williams. Não vejo Heather (Donahue) há anos", disse Myrick.

"A última vez que ouvi falar dela, ela tinha saído do ramo, ido para o norte morar em um rancho. Talvez ela ainda esteja traumatizada", acrescentou.

Porco é acusado de 'roubo' de diamante de R$ 3 mil

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O porco Ginger

Administrador do parque disse esperar encontrar pedra em cercado

Um porco chamado Ginger está sendo responsabilizado pelo “roubo” de um diamante avaliado em cerca de R$ 3 mil que enfeitava o anel de uma mulher na Inglaterra.

Acredita-se que Ginger tenha engolido a pedra depois de a inglesa Ann Moon ter colocado a mão na cerca do chiqueiro de um parque de exposições de animais na cidade de Easingwold (nordeste da Inglaterra) no último domingo.

Moon estava visitando o parque com o marido, Les, de 63 anos, e os netos Josh, de 4, e Emilia, de pouco menos que dois anos.

“Coloquei a mão cercado e o porco veio e mordeu o anel. Puxei, mas não consegui tirar a mão por um tempo”, afirmou.

“Quando finalmente consegui, minha mão estava suja e percebi que o porco tinha pegado a pedra que ficava no centro do anel.”

Paul Caygill, administrador do parque, afirmou esperar “que a natureza agora faça seu trabalho” e que ele possa encontrar o diamante no cercado onde fica o porco.

“Espero que ele apareça a qualquer momento”, disse Caygill à BBC.

Bebê espanhol é registrado com duas mães biológicas

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Monica (dir.), Veronica e Lluna

Monica e Veronica são registradas como mães de Lluna (foto: Clinica Cefer de Valencia)

A espanhola Lluna, nascida no último dia 2 de agosto, é a primeira bebê do mundo a ser registrada com duas mães biológicas, disse a clínica Cefer, em Valencia, na Espanha, onde foi realizada a fertilização artificial que gerou a menina.

O casal de lésbicas Veronica Bolufer, de 31 anos, e Monica Catalá, de 38 anos, tentou engravidar usando esperma de doadores, mas as duas mulheres tinham problemas de fertilidade e a solução foi que Veronica doasse o óvulo que, depois de fecundado, foi implantado no útero de Monica.

"É surpreendente, mas realmente não é um processo complicado. O óvulo de Veronica foi retirado e implantado no útero de Monica. A fecundação in vitro contou com sêmen de um doador anônimo e biologicamente o bebê foi gerado por duas mulheres e um homem", disse à BBC Brasil o diretor de laboratório da Clínica Cefer, Fernando Marina.

Lluna foi registrada sem pai, mas com duas mães, depois que Veronica e Monica conseguiram convencer o Ministério da Saúde da Espanha de que tinham direito à reprodução e registro porque estão casadas.

Precedente histórico

É um precedente histórico. Foi reconhecida a equiparação de direitos e se abre uma grande possibilidade para que todas as mulheres lésbicas possam trocar seus óvulos de forma artificial.

Fernando Marina, diretor de laboratório da Clínica Cefer

A lei espanhola de reprodução humana assistida permite a doação de gametas (espermatozóides e óvulos) para fecundação in vitro ou por doadores anônimos ou por maridos para as suas esposas, caso elas estejam em tratamentos de fertilidade.

Sendo assim, Veronica não estava autorizada por lei a doar seu óvulo para Monica, e a solução foi apelar à justiça.

Um comitê de 27 especialistas em direito, psicologia, medicina, bioética e representantes de sociedades científicas selecionados pelo Ministério da Saúde, deu o parecer positivo para a gestação e o registro oficial de Lluna como filha de duas mães.

"É um precedente histórico. Foi reconhecida a equiparação de direitos e se abre uma grande possibilidade para que todas as mulheres lésbicas possam trocar seus óvulos de forma artificial", completou Fernando Marina.

Segundo o comitê, o governo deve oferecer aos gays (que podem casar legalmente na Espanha) os mesmos direitos que os heterossexuais também em assuntos como a reprodução assistida.

Mas afirma que "a participação de um pai biológico em casos semelhantes ao tratado continua sendo necessária e seu anonimato, imprescindível", de acordo com o parecer.

O casal Veronica e Monica já tem prevista uma segunda gravidez. Só que com o processo inverso. Para o próximo bebê, Monica será a doadora do óvulo e Veronica a responsável pela gestação em seu útero.

A clínica valenciana já está tratando outros dez casais de lésbicas com a mesma técnica e outros 12 estão em lista de espera.

Garoto de 9 anos pesca tubarão de 70 kg nos EUA

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Um garoto de nove anos diz ter apanhado um tubarão de 70 kg por engano quando pescava em uma baía perto de sua casa, no Estado americano de Washington, na semana passada.

Cosmo Miller estava pescando com seu avô na baía de Puget Sound perto da cidade de Burien, no noroeste dos Estados Unidos, quando sentiu um puxão em sua linha.

O avô do garoto disse à emissora de TV Fox News que, quando viu o tamanho do animal que estava preso no anzol do neto, pensou: “E agora?”.

“Foi bem intimidador”, disse.

O menino disse que reconheceu imediatamente o tubarão de seis guelras, que media cerca de 2,5 metros, porque já tinha visto outros iguais em um programa sobre natureza em um canal de TV a cabo.

Segundo o jornal The Seattle Times, relatos de encontros entre humanos e tubarões de seis guelras são raros, mas existe uma população considerável deles em Puget Sound.

Greg Bargmann, do Departamento de Vida Marinha e Selvagem de Washington, disse ao jornal que normalmente estas criaturas vivem em águas profundas – a cerca de 100 metros da superfície – e com pouca luminosidade.

Segundo ele, cientistas estão estudando a hipótese de que fêmeas de tubarão se trasladem para as águas mais superficiais de Puget Sound para dar à luz. Os filhotes permaneceriam na região até cerca de 10 ou 12 anos de idade, ele afirmou.

Bargmann estimou que o tubarão apanhado pelo garoto deve ter entre quatro e oito anos de idade, considerando o seu peso – pequeno se comparado à média de um adulto, entre 180 kg e 280 kg.

Mas para Cosmo, que até então se gabava de ter pescado um salmão de 12 kg, a pescaria renderá uma boa “história de pescador” quando ele voltar das férias, após o verão no hemisfério norte.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Prisioneiro de 225 kg esconde arma nas dobras de gordura

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George Vera

George Vera, com 225 kg, chegou a ser revistado cinco vezes

Um prisioneiro do Estado americano do Texas, com 225 kg, foi indiciado por posse ilegal de arma dentro de uma cadeia depois de admitir ter escondido um revólver 9 mm nas dobras de sua gordura.

George Vera, de 25 anos, havia sido detido na semana passada por vender CDs piratas.

Um porta-voz da polícia do Condado de Harris disse ao jornal Houston Chronicle que Vera havia sido revistado cinco vezes desde sua prisão e após sua entrada na cadeia, mas conseguiu manter a arma escondida.

Segundo o jornal, o próprio Vera teria se entregado a um dos guardas da prisão.

Ainda de acordo com o diário texano, as delegacias e prisões do condado não utilizam detectores de metais ao admitir um prisioneiro.

Se Vera for considerado culpado das acusações, ele poderá pegar entre dois e dez anos de cadeia.

Ele responde ao processo em liberdade, após ter pago uma fiança de US$ 10 mil.