quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Companhia aérea oferece 'seguro antichuva' a passageiros

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A companhia aérea alemã Lufthansa está oferecendo um "seguro antichuva" para os passageiros que comprarem bilhetes para alguns destinos normalmente ensolarados ao redor do mundo.

Se chover, os clientes que viajarem durante os meses de setembro e outubro para cidades como Barcelona, Istambul, Nice, Lisboa e Casablanca ganham o direito de receber 20 euros (cerca de R$ 52) por dia.

A indenização máxima que o passageiro poderá receber será de 200 euros (aproximadamente R$ 520).

Em seu site, a Lufthansa informa que vai considerar como dia chuvoso aquele que registrar uma precipitação mínima de 5 mm.

A promoção vale apenas para voos com origem na Alemanha, e entre os 36 destinos selecionados estão outras cidades no sul da Europa, nos Estados Unidos, no Oriente Médio e na África.

As viagem que podem ser cobertas pelo seguro precisam ocorrer entre primeiro de setembro e 31 de outubro, época que coincide com o final do verão e início do outono do hemisfério norte.

Humanos podem ter assassinado Neandertal há mais de 50 mil anos

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Homen de Neandertal (arquivo)

Neandertais conviveram com humanos modernos

Uma pesquisa da Universidade de Duke, da cidade de Durham, no Estado americano da Carolina do Norte, indica que um homem de Neandertal pode ter sido morto por humanos modernos em um confronto ocorrido há mais de 50 mil anos.

O estudo poderia indicar que os humanos modernos podem ter colaborado para provocar o desaparecimento dos neandertais.

Os pesquisadores analisaram o esqueleto de um neandertal chamado pelos cientistas de Shanidar 3 - um dos nove neandertais descobertos entre 1953 e 1960 em uma caverna no nordeste do Iraque. Ele foi morto há entre 50 mil e 75 mil anos quando tinha entre 40 e 50 anos de idade.

Neste esqueleto foi identificado um ferimento profundo que atingiu uma das costelas no lado esquerdo. Segundo os pesquisadores, este ferimento poderia ter sido causado por uma lança de um tipo usado pelos humanos modernos, mas não por homens de Neandertal.

"O que temos é um ferimento na costela com uma série de possíveis explicações", afirmou Steven Churchill, professor associado de antropologia evolucionária na Universidade de Duke.

"Não estamos sugerindo que ocorreu um ataque relâmpago, com humanos modernos marchando pela terra e executando homens de Neandertal", acrescentou.

"Acreditamos que a melhor explicação para este ferimento é uma arma que pode ser lançada e, levando em conta os que tinham esta arma e os que não tinham, isto implica em pelo menos em um ato de agressão entre as espécies."

Na pesquisa, Churchill e seus colegas usaram um arco e flecha especialmente calibrados, cópias de antigas pontas de lança feitas de pedra e várias carcaças de animais para chegar a esta conclusão.

O estudo foi divulgado pela publicação científica Journal of Human Evolution.

Sem conclusões

O estudo não conclui de forma definitiva quem foi o responsável pela morte de Shanidar 3 ou qual foi a razão.

Aparentemente o ferimento na costela do Neandertal pode ter começado a cicatrizar antes de sua morte. Uma comparação da ferida com registros médicos da época da Guerra Civil Americana, no século 19 - antes da criação dos antibióticos -, sugeriu que ele morreu semanas depois de ser ferido, talvez devido a danos no pulmão associados ao ferimento.

De acordo com Steven Churchill, vestígios arqueológicos sugerem que há 50 mil anos os humanos modernos e não seus primos, os homens de Neandertal, tinham desenvolvido armas de caça que podiam ser lançadas.

Os humanos daquela época usavam atiradores de lanças, punhos de armas que podiam ser trocados e que se conectavam com dardos e lanças, para, de forma efetiva, aumentar o comprimento do braço que quem os atirava e aumentar a força dos projéteis.

Humanos e homens de Neandertal usavam facas feitas de pedra e desenvolveram técnicas para fabricar pontas de flechas e lanças afiadas a partir de pedras. Enquanto a tecnologia da fabricação de armas avançava entre humanos, os homens de Neandertal continuavam usando lanças longas, queeles preferiam manter em suas mãos em vez de lançarem, de acordo com Churchill.

Porcos

Ao analisar o ferimento na costela de Shanidar 3, os estudiosos chegaram à conclusão de que ele não poderia ter sido feito com uma faca pré-histórica, pois tinha sinais de que a lança teria atingido a costela com pouca energia cinética.

Os pesquisadores dispararam projéteis, cópias de pontas de lança pré-histórica, contra carcaças de porcos usadas para substituir o que seria o corpo do homem de Neandertal.

Ao fazer uma comparação com outros estudos, os pesquisadores chegaram à conclusão de que uma lança do tipo usado pelos homens de Neandertal, teria causado um ferimento maior.

E o ângulo da ferida apresentada por Shanidar 3, 45 graus para baixo, também coincide com a trajetória de uma arma que foi atirada, supondo que Shanidar 3, que tinha cerca de 1,6 m, estivesse em pé no momento em que foi ferido.

Cadela passa por operação depois de engolir flecha de 27 cm

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Radiografia da Betty

Flecha poderia ter sido fatal (Foto: PDSA)

Uma filhote de bull terrier de apenas três meses sobreviveu a uma operação depois de engolir uma flecha de borracha de brinquedo de 27 centímetros de comprimento - quase o tamanho de seu corpo.

A flecha ficou presa em seu intestino e, se tivesse atravessado a parede do estômago, poderia ter sido fatal.

Sua dona, Emma Watson, do condado de Kent, no sudeste da Inglaterra, acredita que a cadela engoliu a flecha depois de tê-la encontrado na casa de brinquedo de sua filha, em maio passado.

Ela levou a filhote a um hospital de animais da organização PDSA depois que a cadela ficou doente e parou de comer.

"Betty começou a vomitar e não estava comendo nem bebendo líquidos, o que é totalmente incomum", disse Watson.

"Normalmente ela é bastante tempestuosa e brincalhona, mas ela ficou muito quieta e não queria ficar perto de ninguém, nem mesmo da minha filha Lilly Jay."

Os veterinários descobriram que a flecha de plástico havia ficado presa no intestino de Betty depois de fazer uma radiografia.

"A radiografia foi surpreendente, para dizer o mínimo. A flecha era tão longa que, virtualmente, era do tamanho do corpo dela, mas também explicou porque Betty estava tão doente", disse o veterinário Chris Pollard, que operou a cadela.

"A principal preocupação era com o comprimento da flecha e onde ela terminava - no intestino delgado."

"Ela poderia ter penetrado a parede do estômago e ter se provado fatal. A gente teve que operar imediatamente."

"A operação foi incrivelmente intricada porque Betty é muito jovem e seus órgãos internos ainda não estão totalmente desenvolvidos", disse ele.

"Considerando-se o tamanho de Betty como filhote, é realmente incrível que ela tenha conseguido engolir uma flecha de 27 centímetros."

"Eu simplesmente não consigo acreditar no que Betty fez. Ela era tão pequena e a flecha tão longa. Estou impressionada que tenha sido fisicamente possível para ela engolir a flecha", disse a dona.

"Mas ela não parece ter aprendido a lição porque assim que a gente voltou para casa ela tentou comer o controle remoto da TV, então, estamos vigilantes agora para evitar que algo assim aconteça de novo."

TV evangélica cancela humorístico sobre Jesus na Holanda

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O apresentador Arie Boomsma (cortesia EO)

Apresentador já havia sido suspenso por posar para revista gay

A estreia de um programa de TV humorístico sobre a vida de Jesus Cristo foi suspensa por uma emissora evangélica da Holanda após gerar uma comoção entre os telespectadores.

A série Loopt een man over het water ('Um homem anda sobre as águas', em tradução livre) iria estrear no final de agosto na emissora EO, com a proposta de "lançar um diálogo aberto e franco sobre Jesus para acabar com preconceitos", nas palavras de seu idealizador, o apresentador Arie Boomsma.

Considerado um dos artistas mais bem pagos da televisão holandesa, Boomsma havia sido suspenso em março por três meses pela emissora evangélica por ter posado para uma revista gay.

Foram divulgados poucos detalhes sobre o conteúdo da atração, mas o primeiro convidado seria o humorista Guido Weijers, que apresentaria um quadro baseado no Evangelho de Marcos.

Nem o apresentador do programa, Arie Boomsma, nem o humorista Weijers são cristãos.

Polêmica

Mesmo antes de sua estreia, o programa gerou uma maré de protestos de telespectadores e parte da mídia holandesa. Muitos associados da emissora – que contribuem mensalmente com quantias que vão de um euro a cifras milionárias – cancelaram suas assinaturas.

Na última terça-feira, a EO anunciou formalmente o cancelamento da atração.

" Continuamos com o desejo de trazer as pessoas que não conhecem Deus para um diálogo, mas por causa da imagem já distorcida do programa vimos que não iríamos atingir este objetivo", disse à BBC Brasil o presidente da EO , Arian Lock.

A emissora evangélica EO é conhecida por apresentar programas polêmicos, como um, intitulado 40 dias sem Sexo, que enfocava o celibato cristão.

Em outro episódio controvertido, o canal proibiu um de seus mais famosos apresentadores de desfilar no chamado "Barco Sagrado", durante o evento do orgulho gay que ocorreu em Amsterdã na semana passada.

Não vi e nem quero ver esse programa, e tenho raiva de quem o idealizou.

Telespectador

Após o anúncio do cancelamento, o humorista Guido Weijers foi convidado por emissoras de rádio e de TV para mostrar o quadro que apresentaria no programa. Ele brincou com a atenção que passou a receber após o episódio.

"Só assim tive motivo para convocar uma entrevista coletiva na vida", disse.

Desde a suspensão da série, centenas de reações foram publicadas em diferentes sites holandeses. Alguns criticam a iniciativa do programa, sob o argumento de que "Jesus é assunto sério e não se admite o uso de seu nome em vão", nas palavras de um internauta.

"Não vi e nem quero ver esse programa e tenho raiva de quem o idealizou", disse outro.

Um terceiro reclama que "a qualquer hora se pode fazer piadas sobre qualquer outro tema". "O profeta Maomé é sempre alvo de gracinhas e Jesus passa batido. Me pergunto por quê", diz.

Mas há ainda os que se disseram "curiosos" para assistir ao programa: "E eu querendo ver uma coisa nova, sem o peso dos céus..."

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Chineses confiam mais em prostitutas que em políticos, diz pesquisa

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Prostitutas na China (arquivo)

Prostitutas ficaram em 3° lugar em lista de confiabilidade

Uma pesquisa realizada pela internet sugere que os chineses consideram as prostitutas como uma das três categorias profissionais mais confiáveis do país, à frente, inclusive, dos políticos.

A pesquisa foi realizada pela revista Insight China entre junho e julho de 2009, com 3.376 cidadãos chineses.

Segundo a enquete, 7,9% dos pesquisados consideravam as prostitutas confiáveis. Na lista geral, elas estão atrás apenas de fazendeiros e religiosos.

Soldados ficaram em quarto lugar na lista de confiabilidade.

"A inesperada importância das prostitutas na lista de honra... é, sem dúvida, algo muito raro", afirmou o jornal estatal China Daily em um editorial.

"Uma lista como esta é, ao mesmo tempo, surpreendente e constrangedora", disse o editorial.

Políticos ficaram bem abaixo na lista de confiabilidade, junto com cientistas e professores.

"Pelo menos (cientistas e autoridades) não ficaram entre as categorias menos confiáveis, que é formada pelos desenvolvedores imobiliários, secretários, artistas e diretores", dizia o editorial do China Daily.

Prefeitura italiana perde parte dos salários em loteria

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A SuperEnalotto da Itália

O prêmio da loteria ficou acumulado em cerca de 119 milhões de euros

O prefeito da cidade italiana de Ficarra, na Sicília, perdeu parte de seu salário e dos salários dos servidores municipais que havia apostado na loteria do país.

Basilio Ridolfo, o prefeito, e os funcionários da prefeitura tiraram 115 euros (cerca de R$ 305) de seus salários para apostar na loteria italiana SuperEnalotto alegando que usariam o prêmio para reforçar o orçamento da cidade.

A loteria estava acumulada desde janeiro e o prêmio seria 116 milhões de euros (mais de R$ 307 milhões).

Mas o sorteio desta terça-feira não teve vencedores e o prêmio foi acumulado em cerca de 119 milhões de euros.

Planos

De acordo com o correspondente da BBC em Milão Mark Duff, o governo municipal se cansou de esperar pelas verbas que o governo em Roma deve ao município e não tinha nem mesmo a pequena quantia necessária para as apostas.

O prefeito dizia que as chances de ele e os funcionários municipais ganharem na loteria seriam mais altas do que as de receber as verbas pedidas ao governo.

Ridolfo contou com a fé para acertar os seis números da loteria.

"Escolhemos os números que estão ligados à padroeira da cidade, a Nossa Senhora da Assunção", disse o prefeito. "

Ridolfo dizia que metade do prêmio seria gasta em projetos da prefeitura e o restante, dividido entre os 2 mil moradores da cidade.

O prêmio recorde anterior da SuperEnalotto, de quase 100 milhões (cerca de R$ 265 milhões), foi para a cidade também siciliana de Catânia, em outubro de 2008.

Os sorteios da SuperEnalotto ocorrem três vezes por semana, mas o prêmio tem acumulado nos últimos meses porque nenhum apostador conseguiu acertar o seis números. O próximo sorteio será na quinta-feira.

Debate sobre 'o caso' do topless ganha força na França

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St Tropez (arquivo)

Mais de quarenta anos após atrair os primeiros olhares espantados nas praias da Riviera de St. Tropez, nos anos 1960, o topless voltou ao centro do debate na França.

Dentro da tradição intelectual-engajada típica dos debates públicos franceses, um livro e protestos de grupos feministas vieram recentemente alimentar a polêmica sobre se a prática está ou não se tornando cada vez mais rara no país.

A jornalista Regan Kramer, que vive em Paris, é uma das que investigam a razão de "quase não se verem mais mulheres fazendo topless na França".

Ela argumenta que a Aids – "um balde d’água na revolução sexual em geral" – tirou também o prazer subversivo de tomar sol sem a parte de cima do biquíni.

Para a jornalista, que também faz parte do grupo feminista Les Chiennes de Garde – literalmente, As Cadelas de Guarda – outra forte razão seria a publicidade.

Por um lado, disse Kramer, "mais mulheres se sentem incomodadas pela tendência ‘porno-chic’ de espalhar imagens de modelos seminuas em cartazes por todos os lados".

Por outro, ela diz, "fazer topless gradualmente se tornou uma obrigação, e no fim a perspectiva feminista passou de festejar uma liberdade recém-adquirida a rejeitar a pressão sem fim de exibir o 'corpo perfeito'".

Até a destruição da camada de ozônio teve seu papel, ao elevar as preocupações de muitas mulheres com o efeito dos raios solares potencialmente cancerígenos sobre seus seios, afirmou.

Direitos

O debate aterrissou neste verão francês quando a prefeitura parisiense proibiu o topless nas praias artificiais ao longo das margens do rio Sena. A medida levou muitas feministas a sugerir que a França recuou na garantia dos direitos das mulheres de mostrar o que bem entenderem.

Biarritz, França, anos 1980

Para muitas mulheres, o topless representou ter poder sobre o corpo

Críticos da decisão das autoridades parisienses notaram, por exemplo, que o véu que esconde o rosto de muitas muçulmanas permanece autorizado. Nenhuma outra praia francesa proíbe o topless.

Nas piscinas públicas da cidade, o grupo feminista Les Tumultueuses (As Tumultuosas, em tradução livre) vem realizando diversas ações em defesa do topless – evidentemente vestidas a caráter.

No último desses protestos, Natacha, uma das integrantes do grupo, protestou quando a gerência chamou a polícia para dispersar as ativistas.

"Ninguém dá bola para mulheres de topless que aparecem todos os dias nas bancas, ainda que essas imagens sejam degradantes. Mas quando se trata de uma mulher de verdade, aí é um problema, e chama-se a polícia", afirmou.

O grupo distribui folhetos com o slogan "Meu corpo, se eu quiser, quando eu quiser, assim como é" – uma alusão ao slogan pró-aborto que se disseminou nos anos 60, "Um bebê, se eu quiser, quando eu quiser".

Sal e sol

Incorporando elementos à discussão, o historiador Christophe Granger lançou há pouco tempo seu livro Les Corps d’été – “Corpos de verão”, em tradução livre –, que discute o "triângulo amoroso entre as francesas, a nudez e o sol" ao longo do século 20.

Em uma entrevista à revista L'Express, o autor disse que se interessou pela "mudança de significado" atribuído ao corpo na estação ensolarada.

"De repente, o corpo se torna central, é ganha um sentido maior ao mesmo tempo simbólico e afetivo. Todas as trocas sociais, familiares e afetivas se organizam ao redor dele", disse o historiador.

Em seu livro, ele registra essa mudança em diferentes momentos no tempo e no espaço, e como a sociedades reage.

Ninguém dá bola para mulheres de topless que aparecem todos os dias nas bancas, ainda que essas imagens sejam degradantes. Mas quando se trata de uma mulher de verdade, aí é um problema, e chama-se a polícia.

Natacha, ativista por direitos das mulheres

Tal e qual o verão de 1964, quando as primeiras manifestações de topless em St Tropez atraíram olhares espantados. Muitas mulheres se sentiram mais livres e donas de seu próprio corpo, e muitos passaram a ver a prática como "um progresso feminista".

Hábito que, para a jornalista Regan Kramer, "parece estar simplesmente desbotando, como o bronzeado no outono, um processo reforçado como uma espécie de efeito bola de neve, já que é preciso uma massa de mulheres fazendo topless para a maioria se sentir confortável com isso".

A jornalista conta a reação de uma parisiense de 18 anos que foi questionada sobre a disposição de fazer topless na praia.

"Você está brincando?", disse. "Não se sai andando por aí assim na frente das pessoas."

Mas a resposta mudou quando ela considerou a possibilidade de fazer topless se todas as outras mulheres estivessem no mesmo barco.

"Por que não? Pode ser divertido."

Documentos revelam censura a Roberto Carlos pela ditadura argentina

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Discos

Cerca de 150 canções foram censuradas durante a ditadura argentina

O regime militar da Argentina censurou pelo menos seis músicas de Roberto Carlos, entre elas Desayuno (versão em espanhol de Café da Manhã), durante o período da ditadura, nos anos 70.

Um documento divulgado pelas autoridades argentinas lista cerca de 150 canções censuradas para a radiodifusão durante o período e inclui ainda músicas de Donna Summer, Rod Stewart, Eric Clapton e Pink Floyd.

A lista inclui canções de protesto mas, em grande parte, inclui também canções de teor supostamente sexual, ou que falam sobre o uso de drogas, como Cocaine, de Eric Clapton.

O documento foi divulgado pelo Comitê Federal de Radiodifusão (Comfer), o órgão estatal que controla o funcionamento e os conteúdos das emissoras de rádio e TV do país.

O chefe do órgão, Gabriel Mariotto, disse à BBC Mundo que a lista foi encontrada em um escritório do Comfer, quando se arquivavam outros documentos.

"Quando apareceu esta lista de temas censurados, me pareceu muito importante levá-la a público", disse Mariotto.

Censura

Além de Desayuno, as canções Tu Cuerpo, El Progreso, Los Botones, Ilegal, Imoral ou Engorda e Se busca, também de Roberto Carlos, foram censuradas ou classificadas como não aptas a serem tocadas durante o horário de "proteção ao menor", em que crianças e jovens poderiam estar escutando rádio.

Sob o título "canções cujas letras se consideram não aptas para ser difundidas pelos serviços de radiodifusão", estão incluídos outros clássicos da música internacional, como Light My Fire, do The Doors e Je T'aime... Moi Non Plus, do francês Serge Gainsbourg.

Além das músicas românticas, vários autores das chamadas "canções de protesto", como o chileno Victor Jara, a americana Joan Baez e o espanhol Victor Manuel aparecem entre os censurados.

Entre os argentinos, estão incluídos Leon Gieco e Maria Elena Walsh, cujas músicas se converteram em um hino à resistência.

E nem mesmo o tango escapou da censura argentina. La Bicicleta Blanca, de Astor Piazolla e Horacio Ferrer se encontra entre as músicas censuradas.