segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Nasa anuncia descoberta de grande quantidade de água na Lua

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A água foi encontrada perto do polo sul da Lua

A Nasa (agência espacial americana) anunciou nesta sexta-feira que descobriu grande quantidade de água na Lua durante experimentos realizados no mês passado.

Nas experiências, a Nasa lançou um foguete e logo depois com uma sonda em uma cratera perto do polo sul lunar.

Os cientistas da Nasa disseram que os instrumentos detectaram a água em uma coluna de detritos criada após as colisões.

“De fato, sim, nós encontramos água. E nós não encontramos um pouquinho, nós encontramos uma quantidade significativa”, disse Anthony Colaprete, o principal responsável pelo experimento no Centro Ames de Investigação, da Nasa, no Estado americano da Califórnia.

Os impactos levantaram cerca de 90 litros de água, estimou Colaprete, que ressaltou que "este é um resultado inicial".

A identificação de água na Lua é importante por motivos científicos, mas a presença do recurso também poderia ser importante em futuras expedições tripuladas ao satélite natural da Terra.

Análises

"Estamos revelando os mistérios do nosso vizinho mais próximo e, por extensão, do Sistema Solar", disse Michael Wargo, cientista especializado em Lua da Nasa.

Se a água encontrada tiver bilhões de anos, ela pode conter informações sobre a origem do Sistema Solar.

No caso de serem encontradas grandes quantidades, a água também poderia ser usada em viagens espaciais.

A Nasa agora vai analisar a água e outros materiais encontrados.

Mulher perde 50 kg para adotar criança na Grã-Bretanha

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Melanie King

Melanie King perdeu cerca de 50 kg em oito meses

Uma mulher da cidade de Beechwood, no interior da Grã-Bretanha, foi aconselhada a emagrecer para poder adotar uma criança.

Melanie King, hoje com 39 anos e um filho de 4 anos, pesava 127 kg e sofria de problemas de saúde decorrentes da obesidade, como asma.

Depois de ser recusada na Grã-Bretanha para um tratamento de inseminação artificial por causa de seu peso, e de ter sofrido um aborto espontâneo ao fazer uma tentativa em outro país, ela e o marido decidiram optar pela adoção.

Mas o processo só foi concluído depois que ela perdeu cerca de 50 kg, o que levou aproximadamente oito meses.

Cambridge

"Eu era uma chocólatra e uma 'queijólatra'", lembra Melanie, que conta ter tentado vários tipos de dieta até decidir seguir o plano alimentar conhecido como Dieta Cambridge.

Ela hoje trabalha como conselheira da empresa que licencia a dieta.

Um representante do Conselho de Middlesbrough, que cuidou do processo de adoção, explicou ao jornal local Evening Gazette que o bem-estar da criança é o principal critério na avaliação dos possíveis pais adotivos.

"Confiamos em informações transmitidas por profissionais de saúde para compreender o estilo de vida do casal. Algumas vezes, somos advertidos sobre as implicações na saúde de um candidato por causa de seu Índice de Massa Corpórea (IMC), mas não temos um peso específico que a pessoa tenha que atingir", disse o representante.

Campanha contra obesidade em NY mostra refrigerante despejando copo de banha

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Campanha contra a obesidade divulgada no metrô de Nova York (Foto: Departamento de Saúde de Nova York)

Críticos temem que o choque causado pela campanha desvie a atenção da mensagem

Uma campanha com cartazes que retratam uma garrafa de refrigerante despejando banha em um copo é a mais nova arma das autoridades de saúde de Nova York no combate à obesidade.

A estratégia da campanha é promover uma redução no consumo de refrigerantes usando a tática de chocar as pessoas com a força da imagem, que, no caso, vem acompanhada dos dizeres"Are You Pouring on the Pounds?" ("Você está derramando os quilos a mais?", em tradução livre).

Autoridades de saúde de Nova York afirmam que a ideia foi mesmo a de usar uma imagem forte e "feia" para chocar o público consumidor de refrigerantes.

"Nós realmente queríamos fazer uma declaração e chamar a atenção das pessoas", afirmou Cathy Nonas, diretora dos Programas de Atividade Física e Nutrição no Departamento de Saúde da cidade.

Mas especialistas em propaganda e publicidade questionam a eficácia da campanha.

"Estas imagens parecem tão repugnantes que afastam, você olha para outro lado sem assimilar a mensagem", afirmou George Parker, especialista em propaganda.

Obesidade

Pesquisas recentes mostram que os americanos bebem quase 58 bilhões de litros da bebida por ano. E as bebidas podem contar até 17 colheres de chá de açúcar em cada garrafa de 550 ml.

Em média, os americanos consomem atualmente entre 200 e 300 calorias a mais do que consumiam há 30 anos. Parte da culpa é do fenômeno do aumento do tamanho das porções mas, também devido ao consumo de refrigerantes.

O cartaz no metrô de Nova York é a última de uma série de campanhas do Departamento de Saúde da Cidade que incluem imagens chocantes. Campanhas contra o fumo incluem fotos de uma mulher que teve vários dedos amputados devido a uma doença causada pelo cigarro e um exame raio-X de pulmões afetados pelo câncer.

Neste sentido Nova York vem liderando as campanhas e iniciativas para aumentar impostos para refrigerantes e fast-food e abater impostos para lojas que vendem frutas e vegetais em bairros pobres. A cidade está sendo observada por autoridades de saúde de todo o país.

O prefeito Michael Bloomberg já obrigou cafés, restaurantes e lanchonetes a especificarem a quantidade de calorias nos cardápios, enviou vendedores de frutas para bairros pobres e deu incentivos a pequenas lojas para venderem frutas e vegetais.

Defensores das campanhas de saúde pública afirmam que os Estados Unidos estão vivendo hoje uma epidemia de obesidade que custa ao país US$ 147 bilhões por ano em gastos com saúde. De acordo com as últimas estatísticas do governo americano, 32.2% dos americanos adultos e 17.1% das crianças já são clinicamente obesos.

Casal obeso perde guarda dos filhos na Escócia

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Um casal obeso perdeu a guarda dos seus sete filhos na cidade britânica de Dundee, na Escócia, por, segundo os assistentes sociais, colocar em risco o bem-estar das crianças.

A maior parte das sete crianças – a mais nova tem poucas semanas de vida, e a mais velha, 13 anos de idade – também está acima do peso normal.

A mãe, de 40 anos, tem mais de 145 kg. O pai, de 53, pesa quase 115 kg. Segundo as autoridades, os nomes dos pais não foram revelados para proteger a identidade das crianças.

Os assistentes sociais da prefeitura de Dundee intervieram nesta semana. Segundo eles, os pais não têm condições de criar os seus filhos de forma saudável. Os pais já haviam perdido a guarda de duas das sete crianças este ano.

'Coração partido'

Segundo um porta-voz da Prefeitura, o peso das crianças não foi o único motivo na decisão de retirar a guarda das crianças. No entanto, ele não revelou mais detalhes sobre a decisão.

"Em muitos casos, os assistentes sociais dão um alto nível de apoio profissional e emocional para sua família por anos para tentar mantê-los unidos", disse o porta-voz.

"No entanto, o bem-estar e a segurança de uma criança ou crianças é a prioridade maior, e em alguns casos, apesar dos grandes esforços das agências de apoio, a melhor opção é que elas recebam cuidados fora das suas casas."

Em entrevista ao jornal britânico The Times, o pai da família disse que todos estão "de coração partido".

"Eu não consigo dormir, eu não consigo comer. Eu não posso descrever o quão sem poderes estou me sentindo. As crianças também estão arrasadas", disse ele ao jornal.

"Minha mulher foi informada que poderá ficar com o bebê por mais 24 horas, mas que depois disso ela teria que ir pra casa sozinha."

Segundo o jornal, a Prefeitura chegou a desembolsar 114 mil libras (mais de R$ 320 mil) com tratamentos para melhorar os hábitos alimentares da família.

Antes da decisão desta semana sobre todos os sete filhos, a família estava lutando na Justiça para conseguir retomar a guarda dos dois filhos perdida no começo do ano. Ainda não se sabe se eles agora contestarão judicialmente a perda da guarda de todos os filhos.

domingo, 15 de novembro de 2009

Recomendação diária de consumo de calorias pode estar errada

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hambúrguer

Em teoria, seria possível comer mais um cheeseburguer por dia.

O cálculo de calorias usado como base nos últimos 18 anos para criar dietas e dar orientações sobre formas de se manter saudável pode estar errado, segundo uma pesquisa.

A versão preliminar de um estudo feito pelo Comitê Científico Consultivo em Nutrição, ligado ao governo britânico, sugere que o consumo diário de calorias poderia ser 16% maior.

Atualmente, a ingestão diária de calorias recomendada pelos órgãos de saúde é de 2 mil para a mulheres e 2,5 mil para os homens.

O comitê, no entanto, salienta que, diante dos atuais níveis de obesidade da população, as pessoas só devem comer mais se se exercitarem mais.

A pesquisa afirma trazer uma avaliação muito mais precisa de como a energia pode ser queimada por meio da atividade física.

Um aumento de 16% no consumo de energia significaria que adultos poderiam ingerir mais 400 calorias por dia, o equivalente a um cheeseburguer.

A proposta da comissão passará agora por um período de 14 semanas de consultas para que, então, as recomendações finais sejam feitas.

Ativistas da área saúde afirmam que as autoridades britânicas deveriam “varrer o relatório para baixo do tapete” para evitar que mensagens erradas sejam passadas para a população, em meio a uma epidemia de obesidade.

Tam Fry, do Fórum Nacional de Obesidade da Grã-Bretanha, afirmou que sugerir que adultos podem comer 400 calorias extras é “uma ideia perigosa”.

“Isto não pode ser visto como sinal verde para comer loucamente”, disse Fry.

Funeral simbólico marca 'morte' de Veneza

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funeral simbólico de Veneza

Caixão vazio foi levado em barco até a Prefeitura

Moradores de Veneza, na Itália, realizaram, neste sábado, um funeral simbólico para alertar para o declínio da população da cidade.

Os participantes do evento carregaram um caixão vazio em uma procissão de barco até a Prefeitura.

A população de Veneza diminuiu dois terços desde 1950, passando de 180 mil para 60 mil.

Muitos culpam o turismo e a valorização imobiliária pelo êxodo da população.

O organizador do funeral simbólico, Matteo Secchi, disse à BBC que a cidade mudou para pior.

“Há dois anos nós prometemos que quando tivéssemos menos de 60 mil habitantes faríamos um funeral para a cidade, porque uma cidade com essa quantidade de moradores não é mais uma cidade, é um vilarejo”, disse Secchi.

Para autoridades de Veneza é “prematuro” dizer que a cidade está morrendo.

Mara Rumiz, encarregada da demografia de Veneza, disse que as cifras consideradas pelos organizadores do funeral ignoram as 120 mil pessoas que moram nas ilhas de Veneza, como Murano e Lido.

Ela concordou que a administração da cidade tem de fazer mais estimular que pessoas morem na cidade e evitar que o local se torne apenas um destino turístico.

Durante o funeral simbólico, cientistas do Worcester Polytechnic Institute em Massachusetts recolheram amostras de DNA de 5 mil moradores para investigar a origem dos venezianos.

Crescimento ou escuridão?

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O apagão de terça-feira à noite deixou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva preocupado. Não é para menos. O Brasil vive o melhor momento econômico da sua história, com a perspectiva de crescer constantemente pelo menos 5% ao ano por um bom tempo, e está prestes a receber a comunidade internacional para a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, Lula mostrou-se decepcionado com o grau de confiabilidade do sistema de distribuição de energia elétrica no país. O presidente, 33ª pessoa mais poderosa do mundo, segundo a revista Forbes, que já se ofereceu para acabar com a fome no planeta e buscar a paz entre israelenses e palestinos, não conseguiu proteger o povo brasileiro da falta generalizada e repentina de energia elétrica. Isso apesar de suas muitas afirmações de que um novo apagão não ocorreria no Brasil "em hipótese alguma".

É bem provável que os temores em relação à realização da Copa de 2014 e da Olimpíada de 2016 sejam exagerados. Há muito tempo pela frente, e o Brasil tem condições de reduzir as chances de incidentes como esse ocorrerem novamente. Mas a verdade é que, sem energia elétrica, o país não anda, nem as pessoas vivem. Cidades como São Paulo e Rio de Janeiro simplesmente não podem parar no meio da noite, e as autoridades sabem muito bem disso.

O desafio do governo, durante e ao final das investigações sobre o apagão 2009, será convencer o eleitorado de que tem a situação sob controle e de que a série de blecautes vista na primeira década deste milênio não se repetirá na próxima. A pré-candidata de Lula à Presidência, Dilma Rousseff, era responsável pelo setor de energia e está à frente do projeto de avanço contínuo da economia, simbolizado pelo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). E, para crescer de forma sustentada, o Brasil, que já precisa investir muito em infraestrutura, educação e segurança, não pode se perder no meio do caminho, no meio da escuridão.

Rogério Simões

Empresa desiste de distribuir dinheiro em Paris

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Dez pessoas foram presas por causa de confusões após o cancelamento

Uma empresa francesa de internet desistiu de distribuir dinheiro ao público neste sábado, em Paris, por causa do número maior que o esperado de pessoas que compareceu ao local.

A polícia pediu para que os organizadores suspendessem o evento nas proximidades da Torre Eifffel “dado o movimento da multidão”.

Cerca de 5 mil pessoas foram ao local. A empresa Mailorama.fr havia prometido distribuir notas de 5 a 500 euros em um evento de divulgação.

“Percebemos que seria difícil garantir a segurança”, disse Jean Baptiste Descroix-Vernier, presidente da companhia que administra o site.

“Sendo assim, decidi cancelar a distribuição do dinheiro ao público por hora”, disse ele, afirmando que o dinheiro será entregue à caridade.

Revoltadas com o cancelamento, muitas pessoas quebraram, vidraças e chegaram a virar um automóvel. A polícia diz que 10 pessoas foram presas.

O governo francês afirmou que vai reclamar formalmente do evento publicitário.