terça-feira, 1 de setembro de 2009

Incêndio atinge loja de produtos de couro no centro de SP

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Um edifício onde fica uma loja de artefatos de couro pegou fogo por volta das 16h desta segunda-feira na esquina das ruas Monsenhor de Andrade e Eliza Witacker, no Brás, região central de São Paulo.

Segundo o Corpo de Bombeiros, apesar de se tratar de um incêndio de grandes proporções, até as 17h45 não havia registro de feridos. No mesmo horário, os bombeiros estavam na fase final de combate às chamas e se preparavam para o início do rescaldo.

As janelas da empresa explodiram por conta da alta temperatura. Além da rua que dá acesso ao prédio, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) interditou a rua Eliza Witacker. Não havia informações sobre as causas do incêndio.

Dona de parque da Xuxa é condenada por forjar flagrante em SP

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A empresa Lars Empreendimentos Ltda., proprietária do parque de diversões "Mundo da Xuxa", localizado na zona sul de São Paulo, foi condenada a indenizar um advogado de Belo Horizonte (MG) em R$ 50 mil, por danos morais e materiais. A 12ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) condenou a empresa por ter forjado um flagrante e causado a prisão injusta da vítima.

Segundo o processo, um médico de Belo Horizonte, cliente do advogado, esteve no parque "Mundo da Xuxa" em São Paulo com suas duas filhas no dia 2 de agosto de 2003. As filhas do médico sofreram um acidente após a quebra de um dos brinquedos do parque e caíram de uma altura de 8 m, sofrendo vários ferimentos.

O advogado alegou que foi orientado a não fazer um Boletim de Ocorrência e chegar a um acordo com a empresa, com o objetivo de pôr fim ao episódio, para que o acidente não se tornasse público. Após chegar a um consenso sobre o valor a receber, foi marcado um encontro, em um hotel de São Paulo, para a assinatura do acordo.

Ainda de acordo com o advogado, durante o encontro, a sala foi invadida por policiais que deram voz de prisão a ele seu cliente. Eles foram levados à delegacia, onde responderam por flagrante por suposto crime de extorsão.

O advogado argumentou que permaneceu preso por quatro dias, junto a outros dez detentos. Ele contratou um escritório de advocacia em São Paulo e só assim conseguiu liberdade provisória. Após 11 meses, o inquérito policial foi arquivado a pedido do Ministério Público, por inexistência de crime.

Ao julgar o caso em 1ª instância, a juíza Luziene Medeiros do Nascimento Barbosa Lima, da 5ª Vara Cível de Belo Horizonte, entendeu que houve ato ilícito praticado pela empresa e condenou-a a indenizar o advogado. Na sentença, ela mencionou que, conforme apurado, um funcionário da Lars Empreendimentos solicitou o flagrante a um amigo delegado, que saiu do distrito em que estava lotado, o 62º, e se dirigiu ao distrito 99º para efetuar as prisões.

No recurso ao Tribunal de Justiça, a empresa alegou ter agido no exercício regular de direito. O advogado também recorreu, pedindo o aumento do valor da indenização. Os desembargadores José Flávio de Almeida, Nilo Lacerda e Alvimar de Ávila, contudo, mantiveram a sentença.

Jogo em que internauta vira mendigo causa polêmica na França

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Um jogo gratuito lançado na internet que propõe ao internauta "ser o mendigo mais talentoso de Paris” e se tornar, por meio de furtos e brigas, o proprietário de um castelo “e se instalar no Palácio de Versalhes” vem provocando grande polêmica na França.

Várias associações francesas que auxiliam os sem-teto criticam a proposta do jogo, chamado Clodogame (“game do mendigo”, em tradução livre) e afirmam que ele contribui para reforçar os clichês em relação à imagem dos sem abrigo.

“É uma vergonha, é degradante, é humilhante fazer dos sem-teto um objeto de escárnio. A imagem que o jogo transmite é exatamente a que nós tentamos combater”, afirma Jean-François Riffaud, porta-voz da Cruz Vermelha.

Todos os meios são válidos para o “rei das calçadas” se tornar o dono de um castelo, diz o jogo.

Gangue

Para enriquecer, o personagem deve se tornar um exímio trombadinha, aprender a mendigar “para encher os bolsos”, roubar uma máquina de bombons e até furtar moedas dos banheiros públicos de Paris.

Além disso, o internauta, no papel de um falso mendigo, pode se aliar a outros jogadores e criar uma gangue para atacar outros sem-teto “e reinar no bairro, se tornando o mestre das ruas”.

O falso mendigo também deve escolher um animal como companhia e controlar o consumo de álcool.

Nossa adaptação satírica desse mundo permite falar dos sem-teto e de um problema da sociedade.

Niels Wildung, criador do jogo

“Se você beber muito, poderá ir à ruína”, diz o site do Clodogame.

“Como é possível fazer um jogo baseado em um grande sofrimento? Não devemos nos divertir com a infelicidade dos outros. O roteiro desse jogo é vulgar, imoral, discriminatório e violento”, critica David Berly, diretor da associação Coletivo dos Sem-Teto, responsável por três centros de hospedagem para pessoas sem-abrigo na região de Paris.

“Château Clodo”

Na página de abertura do site, uma foto-montagem mostra mendigos em frente à casa de shows Moulin Rouge, em Paris.

A própria palavra mendigo aparece no site sob forma de gíria (em francês, clodo, em vez de clochard).

O jogo propõe ao internauta “criar um mendigo gratuitamente” e “descobrir novos locais para morar”.

Por meio dos pontos conquistados, o jogador pode subir nas 22 categorias de moradias disponíveis, sendo a última delas o Palácio de Versalhes.

O pôster do Clodogame mostra um anúncio fictício de uma safra especial do vinho Château Clodo, como se a bebida fosse a patrocinadora do jogo.

Lançado na semana passada na França, o Clodogame, financiado por anúncios no site, já possui cerca de 4,5 mil internautas inscritos no país.

A empresa que desenvolveu o jogo, a alemã Farbflut Entertainment, criada por dois jovens de 20 anos, informa que “Clodogame retoma o estilo dos jogos tradicionais de estratégia, mas se insere em um contexto mais próximo da nossa realidade”.

Niels Wildung, criador do jogo, afirma que o objetivo “não é criar um mundo virtual baseado em um cotidiano difícil e solitário”.

“Nossa adaptação satírica desse mundo permite falar dos sem-teto e de um problema da sociedade”, diz ele.

Segundo a empresa, a versão alemã de Clodogame, o Pennergame, reúne dois milhões de jogadores e dois bilhões de páginas vistas por mês.

A Farbflut Entertainment disse também que, na Alemanha, o Pennergame é o jogo líder na internet.