segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Britânico 'Jedi' diz que foi discriminado em loja por usar capuz

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Um jovem britânico que se declara seguidor da religião Jedi disse que um supermercado do país discriminou sua religião ao pedir que ele deixasse a loja por estar vestindo um capuz.

O britânico Daniel Jones, do País de Gales, diz ter fundado sua própria versão da religião Jedi, inspirada na série de filmes Guerra nas Estrelas. Segundo sua crença, ele teria que se vestir como um cavaleiro Jedi.

Nos filmes, os Jedis são cavaleiros que usam roupas parecidas com as de monges. A indumentária inclui o uso do capuz.

Daniel Jones estava fazendo compras em uma loja da cadeia de supermercados Tesco na cidade de Bangor, no norte do País de Gales, vestido com seu traje inspirado nos Jedis.

No entanto, ele foi alertado que a loja não permite o uso de capuz, alegando questões de segurança. Jones, que se diz fundador da Igreja do "Jedi-ismo", recusou-se a remover seu capuz e foi convidado a se retirar do estabelecimento. Ele comparou o uso de capuz de seus correligionários ao uso da burqa por muçulmanos.

O jovem diz que o Tesco desrespeitou seu direito à crença e insiste que sua fé o obriga a se vestir como um cavaleiro Jedi.

"Nós usamos capuzes em lugares com muitas pessoas quando nos sentimos intimidados, ou quando nos sentimos desconfortáveis. É um ato simbólico da nossa religião, da nossa crença, para mostrar quem somos e no que acreditamos", disse Jones à BBC.

'Bem-vindos'

O jovem de 23 anos afirma que sua escolha religiosa merece o mesmo respeito que a de outras pessoas. Ele reclamou que os funcionários da loja foram grosseiros e caçoaram da sua crença.

O supermercado preferiu reagir com humor à reclamação do jovem. Um porta-voz do Tesco disse que os três cavaleiros Jedis mais famosos - Yoda, Obi-Wan Kenobi e Luke Skywalker - nem sempre usam capuz e que Jedis sem capuz são bem-vindos em suas lojas.

"Se eles caminharem usando seus capuzes, eles perderão muitas das nossas ofertas", disse o porta-voz.

Daniel Jones diz que apesar de sua crença ser baseada nos filmes, a Igreja não segue necessariamente os mesmos princípios e condutas dos cavaleiros fictícios.

"Eles não são reais. Eu sou real e esta é a minha religião, isso é algo completamente separado do filme", disse Jones.

Daniel Jones diz ter criado sua versão da Igreja do "Jedi-ismo" no ano passado, mas no começo desta década muitas pessoas já se declaravam Jedis ou "cavaleiro Jedi" em questionários de censos em países como Grã-Bretanha e Estados Unidos.

O censo de 2001 na Inglaterra e no País de Gales afirma que mais de 390 mil pessoas se declararam da religião Jedi naquele ano.

Segundo o jornal britânico The Guardian, Daniel Jones está considerando a possibilidade de processar a cadeia de supermercados.

Cliente salta sobre ladrão e impede assalto em banco nos EUA

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O cliente de um banco na cidade de Milwaukee, no Estado americano do Wisconsin, conseguiu impedir um assalto ao pular sobre um ladrão armado e imobilizá-lo no chão até a chegada da polícia.

As câmeras de segurança da agência do banco Guardian Credit Union captaram a ação, na última terça-feira.

Com um gorro preto e um lenço sobre o rosto, o assaltante aparece anunciando o assalto aos caixas do banco, enquanto o cliente atrás dele, percebendo a movimentação, salta sobre as cordas de separação da fila para o caixa e pula sobre o ladrão, levando-o ao chão.

O ladrão, de 23 anos, foi desarmado e seguro no chão até a chegada da polícia.

O cliente que pulou sobre o assaltante disse depois que decidiu tomar essa atitude para proteger sua mulher, que estava próxima ao caixa.

Artista reúne 1,2 mil em obra para dia de luta contra aids

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O artista fez o primeiro mosaico humano de sua carreira em Guarulhos Foto: Marcelo Pereira/Terra
O artista fez o primeiro mosaico humano de sua carreira em Guarulhos

Foto: Marcelo Pereira/Terra

O artista plástico Vik Muniz reuniu 1,2 mil pessoas na cidade Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, neste domingo. O objetivo da reunião é formar um mosaico que marcará o Dia Mundial de Luta contra aids no Brasil, que ocorre no dia 1° de dezembro. A obra será entregue por Muniz ao Ministério da Saúde e deverá ficar exposta em museu de circulação popular.

As 1,2 mil pessoas foram fotografadas pelo artista na arquibancada no ginásio Pascoal Thomeu, conhecido como Thomeuzão. Para isso, Muniz subiu em uma grua de 18 m de altura. De acordo com Muniz, cada pessoa participante será uma peça do mosaico.

Os participantes do mosaico são todos voluntários que vivem com HIV/aids ou que de alguma forma se solidarizam com a luta contra a doença.

O artitsa Vik Muniz ficou famoso em todo o mundo por criar imagens em mosaico a partir dos mais diversos materiais. Já usou pedras de brilhante, caviar, terra, carcaça de computador e até sucata.

A escolha da matéria-prima está sempre relacionada ao conceito da obra. E para o Dia Mundial de Luta contra a aids, Muniz escolheu o beijo.

"Perdi cinco amigos para a doença. Havia muita desinformação sobre o assunto, e isso gerava preconceito. Lembro até hoje de um amigo que fui visitar no hospital quando estava para morrer. Pela minha ignorância tive medo de beijá-lo. Sofro com isso até hoje, sempre que lembro. Você pode fazer muito mal a si mesmo sendo ignorante. O beijo é uma coisa forte. Se eu soubesse disso na época (que o gesto não transmitia o vírus da aids) teria me despedido do meu grande amigo direit", explicou.

Essa é a primeira vez que o artista paulistano radicado em Nova York utiliza pessoas como matéria-prima.

O tema do Dia Mundial de Luta contra a aids deste ano é estigma e preconceito contra pessoas que vivem com a doença ou são portadores do vírus HIV.

Redação Terra