domingo, 29 de agosto de 2010

Chuva atinge o RS, mas tempo seco predomina no resto do País.

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A massa de ar seco deixa o tempo aberto em grande parte do País neste domingo. A região Sudeste terá tempo seco novamente, com sol forte e sem possibilidade de chuva nos quatro Estados. No entanto, uma frente fria estacionária no Rio Grande do Sul mantém o vento de norte, o que contribui para a diminuição dos níveis críticos da umidade relativa do ar no Centro-Oeste, Sudeste e norte da região Sul. O ar seco colocou diversas localidades em estado de emergência por várias horas no sábado, e esta condição permanece inalterada neste domingo. A umidade aumenta no Amazonas, no Acre e em Rondônia, e ocorrem pancadas de chuva no norte do Pará e do Amapá. A costa leste do Nordeste tem chuvas esparsas. Confira a previsão da Climatempo para a sua região:

Região Sudeste
Mais um dia com sol e poucas nuvens no Sudeste. O ar seco que está sobre grande parte do País dificulta a formação de nuvens na região. O sol aparece forte, com poucas nuvens no céu e não chove em nenhum dos Estados. No período da tarde, faz calor em quase todas as áreas e a umidade relativa do ar fica baixa principalmente no interior de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Minas Gerais.

Região Norte
O sol aparece forte e não chove no Tocantins, nem no centro-sul do Pará. À tarde, a umidade do ar fica baixa nessas áreas e faz muito calor. Faz sol, mas as nuvens aumentam e acontecem pancadas de chuva à tarde nas demais áreas da região.

Região Nordeste
Períodos de sol e chuva rápida no sul, no Planalto da Conquista, na Chapada Diamantina, no Recôncavo e no litoral da Bahia, no litoral de Sergipe, de Alagoas, de Pernambuco e da Paraíba e no litoral leste do Rio Grande do Norte. Nas demais áreas da região, o sol aparece forte, faz muito calor e não chove. A umidade relativa do ar fica baixa nas horas mais quentes do dia, principalmente em áreas do oeste da região.

Região Sul
A passagem de uma frente fria associada a um ciclone extratropical deixa o tempo instável com rajadas de vento e chuva a qualquer hora no centro-sul do Rio Grande do Sul. Nas demais áreas gaúchas e na serra catarinense, o sol aparece fraco entre muitas nuvens e chove a partir da tarde. No oeste e no sul de Santa Catarina, chove de forma isolada no final do dia. Nas demais áreas da região, não chove e faz calor à tarde, com baixa umidade do ar, especialmente no interior do Paraná.

Região Centro-Oeste
Sol e poucas nuvens em todo o Centro-Oeste. Faz bastante calor à tarde e não há condições para chuva. A umidade relativa do ar fica baixa nos horários mais quentes do dia principalmente no interior de Mato Grosso e em áreas de Goiás e do Distrito Federal.

Projeto prevê freeshops nas rodovias próximas às fronteiras do País.

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Projeto aprovado pela Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados pode criar lojas conhecidas como free shops em estradas brasileiras que passem em regiões de fronteira com outros países da América do Sul.

Presentes em portos e aeroportos, as chamadas lojas francas são livres de impostos de importação e exportação, o que permite que pratiquem preços muito convidativos em produtos cobiçados pelo consumidor.

O projeto de lei 6.316/2009 é de autoria do deputado federal Marco Maia (PT/RS) e prevê esse mesmo tipo de isenção tributária para as free shops das estradas brasileiras. Pela proposta de Maia, poderiam ser criados free shops de roupas, calçados, eletrônicos e diversos outros produtos.

Para o autor da proposta, o fato de a lei permitir estas lojas apenas no interior de aeroportos e portos discrimina o cidadão que só pode viajar por meio terrestre. Maia enxerga uma série de benefícios, como "incentivo do turismo rodoviário, geração de inúmeros empregos diretos e indiretos, ganhos para o setor hoteleiro, restaurante e táxis."

Apesar de ainda considerar as consequências imprecisas, ele compara a ideia com o que já acontece nas cidades uruguaias e paraguaias e diz que, sem dúvida, o projeto terá grande significado para a economia das regiões que receberem as lojas.

"Ainda será resolvida pelo Governo Federal a questão dos locais e número de empreendimentos, mas pelas manifestações dos empresários do setor e dos prefeitos de cidades fronteiriças que conheço no Rio Grande do Sul, não tenho dúvidas de que haverá muitos interessados", disse Maia.

O PL foi aprovado pela Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional nesta semana e segue para análise das comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Por fim, depois de aprovada a matéria e sancionada a Lei, haverá um tempo para as empresas interessadas se movimentarem no sentido de abrir as lojas.

Catástrofe econômica


A instalação de free shops nas cidades brasileiras que fazem fronteira com outros países, porém, não agrada o presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Roque Pelizzaro. "Uma medida como essa desequilibraria o comércio regional. Não dá sequer para medir os prejuízos, seria catastrófico, uma catástrofe econômica", afirmou Pelizzaro.

O presidente da CNDL vê o projeto com "preocupação e descrença". Pelizzaro disse que, em média, os produtos são vendidos 40% mais baratos nos free shops, em relação às lojas. "Imagine o que será dos comerciantes da região que pagam impostos e vendem os produtos mais caros".

Segundo ele, não haveria como separar as pessoas que estão viajando das que moram na região e querem consumir produtos mais baratos. "Na cidade Dionísio Cerqueira, em Santa Catarina, os donos de postos de gasolina não conseguem se sustentar, porque os brasileiros atravessam a fronteira e vão até a cidade Bernardo de Irigoyen, na Argentina, abastecem o carro e voltam", contou Pelizzaro para dar um exemplo de desequilíbrio econômico por conta das diferenças de impostos entre países.

Pelizzaro concorda com o deputado de que a medida traz benefícios ao consumidor e ao povo brasileiro, porém, ao mesmo tempo, desestabiliza a vida do comerciante. "A ideia é boa, desde que ofereça armas iguais aos donos de free shop e aos comerciantes locais. Para funcionar teria que ser uma zona franca, em uma cidade afastada, como tínhamos em Manaus", conclui.

BP gastou US$ 1 mi por semana em publicidade após vazamento.

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BP gastou US$ 1 mi por semana em publicidade após vazamento
29 de agosto de 2010 07h58 atualizado às 08h19

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A companhia petrolífera britânica gastou US$ 1 milhão (784,6 mil euros) por semana em anúncios de rádio e televisão após a explosão em abril da plataforma Deepwater Horizon, que causou o vazamento de petróleo no Golfo do México, segundo o jornal britânico The Sunday Telegraph.

Essa mesma informação havia sido solicitada pela comissão de Energia e Comércio da Câmara de Representantes dos Estados Unidos, cujo relatório com os detalhes será entregue amanhã.

Os anúncios exibidos pela imprensa americana mostram funcionários da BP participando do esforço de limpeza do vazamento e explicando o que a companhia estava fazendo para ajudar a reabilitar as regiões afetadas pela contaminação.

O presidente americano, Barack Obama, criticou a BP. Ele disse não querer ouvir falar em quantia gasta em publicidade em um momento em que falta trabalho aos pescadores e às pequenas empresas no Golfo.

Um porta-voz da companhia declarou neste domingo que "os anúncios nos EUA após a tragédia da Deepwater Horizon têm o objetivo de assegurar à população o cumprimento dos compromissos e dizer como podem receber ajudas, especialmente no que se refere às compensações". "É um instrumento importante que nos auxilia a ser transparentes", argumentou.

O porta-voz não quis comentar o número que detalha neste domingo The Sunday Telegraph, mas lembrou que o custo total da resposta ao vazamento por parte da companhia soma até o momento US$ 6,1 bilhão (4,786 bilhões de euros).