quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Parlamento francês aprova polêmica lei antipirataria

0

PARIS (Reuters) - A polêmica lei antipirataria da França que prevê a suspensão, pelas autoridades, da conexão de internautas que fizerem download ilegal foi ratificada no parlamento nesta terça-feira. No entanto, a oposição anunciou que contestará a lei na Justiça.

O Partido Socialista, da oposição, que já tinha levado a primeira versão da chamada lei "Hadopi" à Justiça, afirmou que irá formalizar uma nova contestação.

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, não mediu esforços para incentivar a aprovação do projeto, e contou com o apoio das indústrias de música e cinema, que alegam um prejuízo de milhões de euros devido a downloads ilegais na Internet.

Mas a lei, que criará um novo órgão regulador com poderes de investigação sobre internautas suspeitos e de fazer recomendações de medidas a serem tomadas, tem sido muito criticada por grupos de proteção ao consumidor e da oposição.

Os críticos afirmam que a lei não será eficaz no combate a piratas específicos, e apenas irá impor punições desnecessariamente severas sobre o internauta comum.

A versão anterior da lei foi bastante amenizada.

O ministro da Cultura, Frederic Mitterrand, afirmou que espera que o principal efeito da lei seja de dissuadir o download ilegal de conteúdo.

Espanhóis lançam asilo de luxo para idosos gays

0

Maquete do asilo para idosos gays

Condomínio, que será inaugurado em outubro, dividiu opinião de ONGs

Uma imobiliária espanhola está lançando um asilo exclusivo para idosos gays, lésbicas, transexuais e bissexuais, que está dividindo grupos de defesa dos direitos de homossexuais.

O condomínio de luxo, com piscina, academia com personal trainer e acompanhamento médico, localizado no balneário turístico de Torremolinos, no sul da Espanha, foi batizado de "Arco-Íris" e será inaugurado em outubro. Além de 27 apartamentos, terá um ambulatório médico e um clube social.

"É uma iniciativa que responde a um problema social", disse à BBC Brasil o ativista pelos direitos dos gays e um dos criadores do projeto, Antonio Gutiérrez.

"Consideramos que a maioria dos idosos homossexuais tem pouquíssimo apoio familiar e normalmente não tiveram filhos; portanto sua solidão é maior. Fazer espaços como este representa uma ajuda para que os gays se sintam à vontade e não tenham um forçado regresso ao armário", completou.

Discriminação 'positiva'

Este suposto "retorno ao armário" é também a preocupação das ONGs Grupo de Amigos de Gays, Lésbicas, Transexuais e Bissexuais e Coletivo Lambda que apoiam o projeto, porque afirmam que muitos gays idosos acabam escondendo a condição sexual por medo de serem rejeitados em asilos tradicionais.

"Infelizmente a realidade é que a maioria das instituições de cuidado à terceira idade não estão preparadas para atender e considerar as diferenças deste grupo", afirmou à BBC Brasil o coordenador do Coletivo Lambda, Toni Poveda.

"Quantos profissionais de atenção sanitária têm conhecimento em cuidados de transexuais, por exemplo? Sem falar de questões de sensibilidade, dos preconceitos, da vergonha por dizer que a pessoa que a visita ou com quem quer passar a noite é seu namorado", explicou.

Já a ONG Colegas (Confederação Espanhola de Lésbicas, Gays, Transexuais e Bissexuais), criticou o projeto por considerar a criação de um asilo para gays como uma forma de segregação de um grupo.

"Discriminação positiva não existe. Imagine que comecemos a construir espaços únicos para gays, outros para heterossexuais, para brancos, negros, imigrantes... De que sociedade estamos falando?", disse à BBC Brasil o diretor de campanhas da ONG Colegas, Francisco Ramírez.

As ONGs que apoiam a criação do asilo gay reconhecem que a ideia pode parecer segregadora, mas coincidem com o autor do projeto, que o vê como um "gueto de defesa".

"É um gueto, sim, que nós resguardamos, mas se trata de uma discriminação positiva para não renunciar ao que somos. Para evitar que nossos idosos tenham que continuar passando por vexações quando estão mais vulneráveis", rebateu Gutiérrez.

SP: ciclistas fazem pedalada na Paulista pelo Dia Sem Carro

0

Cerca de 700 ciclistas participaram, na noite desta terça-feira, de uma pedalada iniciada na avenida Paulista, na região central de São Paulo, para marcar o Dia Mundial Sem Carro.

Segundo a Polícia Militar, os participantes iniciaram a pedalada por volta das 20h40 no sentido Paraíso e depois seguiram para a região Pátio do Colégio, na Sé. Os ciclistas ocuparam todas as faixas da via, segundo a PM.

O ato foi uma das manifestações do Dia Mundial Sem Carro, que foi marcado por diversas ações em toda a cidade. Na região na esquina da avenida Paulista com a rua Padre João Manoel, um grupo criou um centro de convivência no lugar das vagas de estacionamento. Na Marginal Tietê, a Fundação SOS Mata Atlântica criou uma "praia" às margens do rio, entre as pontes das Bandeiras e Cruzeiro do Sul, na zona norte.

No centro, um grupo de artistas fantasiados distribuiu panfletos alertando para a necessidade de redução de emissão de CO2. E na rua Oscar Freire, nos Jardins, o Greenpeace criou também um centro de convivência com colchões e almofadas nos locais onde haviam vagas para automóveis.

Dólar fecha abaixo de R$ 1,80 pela 1ª vez em um ano

0

O dólar caiu e fechou abaixo de R$ 1,80 ontem, no menor patamar em um ano, atento a ingressos de recursos e ao recuo da moeda americana no exterior. Interrompendo o movimento de alta das últimas três sessões, o dólar registrou baixa de 0,99% no encerramento, a R$ 1,799 na venda. Na mínima do dia, a moeda americana chegou a ser cotada a R$ 1,797.

"Hoje o que se viu foi fluxo positivo, o que levou a um movimento mais forte de vendas. O mercado está em compasso de espera pelos IPOs, e isso também contribuiu", avaliou o diretor de câmbio de uma corretora em São Paulo.

Analistas têm ressaltado a expectativa de investidores por mais entradas de recursos no mercado local, especialmente via ofertas de ações e emissões de dívida.

Entre as companhias que planejam ofertas de ações primárias ou secundárias estão Tivit, Multiplan, Rossi, PDG Realty e Santander Brasil, cujo IPO pode alcançar até R$ 15,6 bilhões, um dos maiores do mundo.

"O mercado está muito ofertado", resumiu o operador de câmbio de um importante banco nacional.

A baixa do dólar no cenário externo também ajudava a valorizar o real. Frente a uma cesta com as seis principais divisas globais, a moeda americana cedia 0,9% no final da tarde e caía ao menor nível diante do euro.

O dólar também recuava ante moedas de países emergentes, com o rublo russo e o rand sul-africano exibindo forte alta.

Nos mercados acionários, o viés otimista prevalecia, com a sensação de que a retomada da economia pode estar ganhando força. As atenções estavam voltadas para a renião do Federal Reserve (FED, o banco central americano), que na quarta-feira anuncia como fica a política monetária dos Estados Unidos.

Os índices em Wall Street subiam, enquanto o Ibovespa avançava 1,3% no encerramento das operações no mercado de câmbio doméstico.

O bom desempenho das commodities deu mais combustível à queda da moeda americana. Em Nova York, os futuros do petróleo fecharam em alta de 2,6%. Logo após o leilão diário de compra do Banco Central as cotações recuaram mais ainda. Segundo operadores, isso ocorreu porque os bancos liberaram dólares ao mercado depois de segurarem parte deles durante o dia. Essa "desova" permitiu que a moeda americana acentuasse a queda perto do fechamento.

A taxa de corte definida na operação foi R$ 1,7997.

De acordo com números da BM&FBovespa, o giro interbancário somava cerca de US$ 3,334 bilhões às 16h21, em operações com liquidação em dois dias (D+2).

Na véspera, esse valor havia minguado a US$ 975 milhões.