segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Classe C do Brasil já detém 46% da renda

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RIO - Pela primeira vez na história, a classe C do Brasil, cujos lares recebem de R$ 1.115 a R$ 4.807 por mês, passou a representar a maior fatia da renda nacional, revela reportagem de Vivian Oswald e Geralda Doca, publicada na edição do Globo deste domingo. Segundo a Fundação Getulio Vargas, o segmento detém 46% dos rendimentos das pessoas físicas. Já as classes A e B correspondem a 44%. Entre 2003, quando a classe C tinha 37% da renda, e 2008, 26,9 milhões chegaram a este grupo, que soma 91 milhões de brasileiros.

O novo público está mudando o conceito de classe média, padrões de consumo e investimentos das empresas.

Entre 2003 - quando a classe C respondia por 37% da renda nacional (salários, benefícios sociais e previdenciários, juros e aluguel) - e 2008, 26,9 milhões chegaram a este grupo. Essa migração em massa alterou o rumo da divisão historicamente desigual do bolo no Brasil e proporcionou o surgimento de um grupo com características socioculturais próprias.

Se a década de 1990 foi marcada pela estabilidade e a educação, o aumento da renda que marcou os anos 2000 permitiu ao consumidor não só comprar, mas escolher o produto com que mais se identifica. O vice-presidente da agência DM9DDB, Alcir Gomes Leite, garante que isso fez os profissionais reverem seus conceitos. O novo público não se preocupa só com preços:

- Vai atrás das marcas, tem uma identidade própria, que é diferente da classe média tradicional. As marcas já entenderam isso. Não querem mais saber o que fazer para tornar o cliente fiel. Vão atrás do que têm de fazer para se tornarem fiéis a eles.

Também não adianta anunciar um produto para a classe AB achando que o indivíduo da classe C vai querer comprar para `ascender`

Bloqueio de telemarketing: Procon/RS notifica 20 empresas por desrespeito à Lei

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O Procon-RS notificou nesta quinta-feira (04/02) 20 empresas por desrespeito ao Cadastro para o Bloqueio do Recebimento de Ligações de Telemarketing (Lei Estadual 13.249 de 8 de setembro de 2009).

Após o recebimento das denúncias, o Procon-RS fez uma análise detalhada das chamadas recebidas pelos consumidores, pesquisando o dia e a hora em que foi realizado o cadastro, e se as ligações recebidas foram efetuadas após os 30 dias, e, foi constatado que essas 20 empresas, que serão notificadas, realizaram ligações de telemarketing, contrariando as disposições da Lei Estadual e do Código de Proteção e Defesa do Consumidor.

As empresas responderão a Processos Administrativos, assegurada ampla defesa, podendo, ao final, serem multadas em até R$ 10.000,00 (dez mil reais) por ligação efetuada de forma indevida, conforme determina a Lei Estadual 13.249/09, bem como terem seu nome inserido no Cadastro de Reclamações Fundamentadas, nos termos do artigo 44 do Código de Proteção e Defesa do Consumidor (Lei Federal 8.078/90).

Desde o início do serviço de bloqueio, em 15/12/2009, cerca de 6 mil consumidores fizeram o cadastro no site www.procon.rs.gov.br para não receberem mais ligações com ofertas de produtos ou serviços.

“Embora o número de denúncias seja baixo em relação ao alto número de consumidores cadastrados é um sinal de que a lei foi bem recebida pela sociedade e está sendo cumprida pela maioria das empresas”, afirma Adriana Burger, coordenadora executiva do Procon-RS.

O cadastro

O consumidor pode cadastrar, sem custo, até três números de telefones fixo ou móvel, do RS, que estiverem em seu nome. Após 30 dias da inscrição, as empresas ficam proibidas de ligar, a não ser que tenham autorização por escrito (o padrão para essa autorização também está disponível no site).

No espaço disponibilizado pelo Procon, o consumidor (pessoa física) poderá, além de bloquear ou desbloquear linhas telefônicas, registrar reclamação contra alguma empresa que tenha desrespeitado o bloqueio.

Reclamações contra golpe do seguro crescem 43%

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Denúncias contra falsos corretores chegaram a 1.832 no ano passado, segundo a Susep, órgão do governo que fiscaliza o setor. Fraude mais comum é a cobrança de taxa para o resgate de um seguro que, na verdade, não existe

Os golpes envolvendo seguros registraram crescimento expressivo em 2009. A Superintendência de Seguros Privados (Susep), órgão público responsável pelo controle e fiscalização do setor, recebeu 1.832 denúncias feitas por pessoas que foram enganadas por falsos corretores, uma alta de 43,2% na comparação com 2008.

O Estado de São Paulo responde por 50% desse fluxo de golpes e denúncias, de acordo com o Sindicato dos Corretores de Seguros de São Paulo (Sincor-SP). `Em São Paulo, o crescimento do número de golpes acompanhou o ritmo do resto do País`, diz Leôncio de Arruda, presidente do Sincor-SP.

No Estado, a alta dos golpes fica evidenciada também pelo número de corretores com registro cassado, que subiu de 31 em 2008 para 42 no ano passado. `Esse é um número baixo se comparado à base de 28 mil corretores que existem no Estado, mas alto se comparado à média de uma ou duas cassações por ano, que tínhamos até 2000`, diz Arruda. Segundo ele, em geral os golpistas têm conhecimento do mercado. `São ex-funcionários de seguradoras e pessoas ligadas ao mercado, que sabem qual é a abordagem com o cliente`, afirma.

O elemento comum a todos os golpes são sempre as vantagens oferecidas à vítima. Saldos a receber, prêmios especiais e preços muito abaixo dos praticados no mercado são as principais características das fraudes com seguros. A coordenadora de atendimento da Susep, Glória Barbosa da Silva, diz que o golpe mais aplicado é aquele em que falsos corretores ligam para as vítimas dizendo que elas têm algum valor a receber da seguradora, mas que para isso, precisam fazer um depósito para a suposta seguradora.

`As principais vítimas são aposentados e pessoas idosas, que são mais crédulas`, diz. Viúvas e pessoas com menos experiência em seguros também são alvos preferenciais dos golpistas.

O contato também é feito por e-mail e por carta, sempre com a proposta de que a pessoa tem algum valor a receber, seja de uma seguradora ou até plano de previdência privada, mas que para isso precisa fazer um depósito. Em alguns casos, o criminoso mostra que tem dados pessoais da vítima, como RG, endereço e nome completo, para conquistar sua confiança.

Há também casos em que falsos corretores se aproximam das vítimas com documentação falsa, inclusive carteirinhas falsificadas da Susep e formulários de apólices. `Nesse caso, o cliente paga pelo seguro e não consegue mais localizar o corretor`, diz Arruda.

Em alguns casos, o golpista que se passa por corretor vende um seguro à vista, mas repassa à seguradora apenas o valor referente à primeira parcela do ano. Quando a vítima percebe, já perdeu o seguro, por falta de pagamento das parcelas seguintes. Em outro golpe, o falso corretor chega a vender um seguro, mas com uma cobertura menor ou diferente da combinada. `Existem casos de pessoas que pagam por seguros de vida, mas contratam, na verdade, seguros de acidentes pessoais`.

O combate à fraude é dificultado pela cautela dos golpistas. `É muito difícil provar esse tipo de golpe, porque os fraudadores tomam precauções para não serem rastreados, só usam celular e e-mails como forma de comunicação`, diz Danilo Sobreira, assistente da diretoria da Federação Nacional dos Corretores de Seguros Privados (Fenacor).

A principal arma do consumidor contra esses golpes é a informação. `Quando alguém oferecer um seguro com descontos acima de 40% do valor do mercado, desconfie`, recomenda Arruda. Outra dica que ele dá é em relação à abordagem do golpista. `Se alguém diz que é corretor de determinada seguradora já é golpe, porque o corretor não pode ser vinculado a uma seguradora`, diz.

Previna-se

A principal dica para não cair num golpe de falsos corretores e seguradoras é desconfiar das vantagens excessivas. Não existem seguros que dão prêmios ou saldos para ex-segurados, nem corretores vinculados a determinadas seguradoras que podem dar descontos espetaculares

Em geral os golpistas só fornecem celulares e sites com informações falsas. Desconfie de corretores que não dão o número de telefones fixos nem endereços de contato verificáveis. Confira sempre se o corretor de seguros é habilitado

Para saber se o corretor de seguros é habilitado, o consumidor pode acessar o site da Federação Nacional de Corretores de Seguros Privados (www.fenacor.com.br). Lá clique em Cadastro/Pesquisa no menu Serviços para ter acesso ao formulário de busca. Preencha o nome do corretor que procura (sem acentuação). Caso o corretor esteja com situação cadastral ativa, significa que está habilitado para trabalhar

O Sindicato dos Contadores de Seguros Privados de São Paulo tem o número 0800 11 4999 para informações a respeito dos corretores. No telefone é possível consultar a habilitação do corretor e denunciar tentativas de golpes

No site da Superintendência de Seguros Privados (www.susep.gov.br) é possível consultar as seguradoras em atividade no País.

A Susep também coloca à disposição o 0800 021 8484 para atendimento ao público

Montadoras fazem feirões de carros e financiamento chega a 80 meses

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De olho no último fim de semana antes do Carnaval --época em que a cidade fica mais vazia e as vendas caem-- as montadoras programaram seus feirões para este sábado e domingo.

A Chevrolet vai colocar à venda 8.000 veículos novos, todos para pronta-entrega, na fábrica da empresa, em São Caetano do Sul (Grande SP). Alguns modelos serão vendidos pelo preço da nota fiscal de fábrica e toda a linha de veículos novos será oferecida com financiamentos sem entrada e pagamento em até 60 meses.

A Fiat pretende vender as últimas unidades da linha 2009/2010 em feirões no Extra Anchieta, na av. Aricanduva e na Marginal Tietê, ao lado do Playcenter (zona norte). As promoções incluem bônus de fábrica, prazos de pagamento em até 72 meses, financiamento sem entrada ou primeira parcela para junho.

Entre as ofertas, o Mille Fire Economy 2010, duas portas, tem preço a partir de R$ 21.990 à vista e primeira parcela do IPVA, documentação e licenciamento pagos.

A Ford não fará feirão, mas anunciou uma promoção inédita com a primeira parcela só na Copa do Mundo, ou seja, 150 dias de carência. O Fiesta Hatch, por exemplo, custa a partir de R$ 26.900. A montadora também manterá o financiamento em até 80 meses e taxa zero de juros para o novo Ford Focus.

A Volkswagen também optou pelo feirão nos shoppings Center Norte e Interlagos (zona sul) e no supermercado Carrefour de Osasco (Grande SP). A empresa terá planos sem entrada ou sem juros e carência de 90 dias para pagar.

O Gol G4, por exemplo, será vendido por R$ 23.490; o novo Fox quatro portas será vendido pelo preço do modelo duas portas. Essas condições valem também para as concessionárias Volkswagen, segundo a montadora.