domingo, 7 de fevereiro de 2010

'Pancreas artificial' pode regular açúcar no sangue de crianças diabéticas, diz estudo

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Injeção de insulina (arquivo)

As injeções de insulina são, atualmente, o principal tratamento para diabetes tipo 1

Cientistas da Universidade de Cambridge, na Grã-Bretanha, mostraram que um "pâncreas artificial" pode ser usado para regular os níveis de açúcar no sangue de crianças que sofrem de diabetes do tipo 1.

A diabetes tipo 1 é uma doença crônica, que pode levar à morte do paciente, caracterizada por uma deficiência do pâncreas na produção de insulina, o hormônio que regula os níveis de açúcar no sangue.

Em um teste, os pesquisadores descobriram que a combinação de um sensor, que mede os níveis de glicose "em tempo real", com uma espécie de bomba que fornece insulina ao paciente, pode melhorar durante a noite o controle do açúcar no sangue.

A pesquisa, publicada na revista científica Lancet, mostrou que o dispositivo diminui de forma significativa o risco de os níveis de açúcar no sangue caírem, colocando o paciente em risco de uma crise de hipoglicemia, uma grande preocupação para pacientes - crianças e adultos, com diabetes do tipo 1.

O sistema do pâncreas artificial combina um monitor contínuo da glicose com a bomba de insulina, ambos já disponíveis no mercado para venda separados, e usa um algoritmo sofisticado para calcular a quantidade necessária de insulina a ser fornecida, baseada nas leituras de nível de glicose em tempo real.

"Este é o primeiro estudo aleatório que mostra o benefício potencial do sistema do pâncreas artificial durante a noite, usando sensores e bombas já disponíveis no mercado. Nosso estudo fornece uma base para o teste do sistema em casa", afirmou o líder da pesquisa Roman Hovorka, do Instituto de de Ciência Metabólica da Universidade de Cambridge.

"Nossos resultados mostram que os dispositivos disponíveis no mercado, quando colocados juntos com o algoritmo que desenvolvemos, pode melhorar o controle de glicose em crianças e reduzir de forma significativa o risco de hipoglicemia durante a noite."

54 noites

Na pesquisa, 17 crianças e adolescentes com idades entre cinco e 18 anos e que sofrem de diabetes tipo 1 foram estudadas durante 54 noites em um hospital.

A equipe de cientistas analisou o desempenho o sistema de pâncreas artificial no controle do nível de glicose, em comparação com o uso da bomba fornecedora de insulina, que fornece o hormônio ao paciente de forma subcutânea em taxas pré-estabelecidas.

O estudo analisou também noites quando as crianças iam dormir depois de comer uma refeição maior ou ter feito exercício no início da noite.

A refeição pode levar ao chamado "acúmulo de insulina" e, como resultado, uma queda perigosa do nível de glicose no sangue horas depois, tarde da noite.

Já os exercícios no final da tarde ou começo da noite aumentam a necessidade do corpo por glicose no início da manhã e, por isso, aumenta o risco de hipoglicemia durante a noite.

Os resultados combinados mostraram que o pâncreas artificial manteve os níveis de glicose no sangue normais durante 60% do tempo, comparado com 40% que a bomba de insulina conseguiu.

O pâncreas artificial também cortou pela metade o tempo em que os níveis de glicose do sangue caíram abaixo de 3.9 mmol/l, o nível considerado como de hipoglicemia leve.

Também evitou que o nível de glicose no sangue caísse abaixo de 3,0 mmol/l, que é definido como hipoglicemia significativa, comparado com nove ocorrências de hipoglicemia nos grupos de controle.

Karen Addington, diretora executiva da Fundação Britânica de Pesquisa de Diabetes Juvenil, que financiou o estudo, afirmou que é preciso "redobrar nossos esforços para que o pâncreas artificial deixe de ser um conceito na clínica e se transforme em realidade na casa de crianças e adultos que tem diabetes tipo 1".

Homem é preso por perturbar Keira Knightley

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Keira Knightley

Keira Knightley está se apresentando em um teatro em Londres

Um homem foi preso e acusado de perturbar a atriz britânica Keira Knightley.

O polonês Marek Daniluk, de 41 anos, estava do lado de fora de um teatro no centro de Londres, onde a atriz se apresenta ao lado de Damian Lewis em uma montagem de O Misantropo, de Molière.

Ele foi preso depois que uma mulher telefonou para a polícia dizendo que estava preocupada com o comportamento de Daniluk.

De acordo com a agência de notícias PA, Daniluk deve ser julgado da acusação no dia 4 de junho.

Esta não foi a primeira vez que a estrela de Piratas do Caribe e A Duquesa reclamou da suposta perseguição de fãs.

Há dois anos, ela disse que era seguida por cinco deles.

Segundo a PA, isto teria contribuído para a atriz decidir deixar a Grã-Bretanha para ir morar nos Estados Unidos.

G7 promete cancelar dívida do Haiti

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Haitianos

O terremoto deixou milhares desabrigados e matou mais de 200 mil


O grupo das nações mais industrializadas do mundo (G7) prometeu perdoar a dívida do Haiti, disse neste sábado o ministro canadense das Finanças, Jim Flaherty, em reunião do grupo na cidade de Iqaluit, no norte do Canadá.

O grupo inclui Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Itália, Canadá e Japão.

O Haiti é uma das nações mais pobres das Américas e viu sua situação agravada com um forte terremoto no mês passado que pode ter matado mais de 200 mil pessoas.

O G7 está sob pressão desde 12 de janeiro para ajudar a recuperação do Haiti, de acordo com o correspondente da BBC na capital do país, Porto Príncipe, Nick Davis.

"É certo que uma nação sob escombros não seja também soterrada em dívidas", disse o primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Gordon Brown, que participa da reunião do G7.

Antes do terremoto, a comunidade internacional já havia concordado em cancelar boa parte da dívida de US$ 1,2 bilhão do Haiti.

A ONG britânica Oxfam pediu que o mesmo seja feito em relação a um adicional de US$ 900 milhões que o Haiti ainda deve a países doadores e instituições. Não está claro que parte deste montante a nação deve aos integrantes do G7.

O Banco Mundial já anunciou que está abrindo mão dos pagamentos da dívida haitiana pelos próximos cinco anos.

E os governos credores do chamado Clube de Paris - que inclui Estados Unidos, Grã-Bretanha, França e Alemanha - pediram a outras nações que sigam o exemplo e cancelem a dívida do Haiti.

Venezuela e Taiwan são grandes credores do país.

Letônia leiloa cidade da era soviética por US$ 3 milhões

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Letônia

O novo dono não revelou o que pretende fazer com a propriedade

A Letônia vendeu uma cidade inteira que no passado foi usada como base militar soviética.

A cidade deserta, conhecida como Skrunda-1, foi vendida em leilão e arrematada por uma empresa russa, Aleksejevskoje-Serviss, por US$ 3 milhões - cerca de dez vezes o preço esperado, de acordo com autoridades locais.

Ela inclui 45 hectares de terra, dez prédios de apartamentos, duas casas noturnas, um shopping center, um jardim da infância, quartel e uma sauna.

A cidade, 150 quilômetros a oeste de Riga, foi abandonada depois que os soldados russos deixaram a Letônia, em 1994, depois da desintegração da União Soviética.

"É positivo que a propriedade, que está vazia há muito tempo e onde não há atividade econômica, tenha sido vendida", disse a agência de privatizações da Letônia.

Não foi revelado para que será usada a cidade.

Skrunda-1 era um povoado fechado, que não aparecia nos mapas soviéticos porque era usado como base para radares antimísseis.

A base foi demolida no final da década de 90.