segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Vendas de pacotes de viagem disparam no fim de ano

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Dólar barato e férias adiadas por causa da crise e da gripe suína empurraram o brasileiro

AFP

Foto por AFP

Com o dólar baixo, um dos destinos mais buscados por brasileiros é a Disney

As viagens de brasileiros para o exterior neste final de ano explodiram: algumas empresas contabilizam fluxo de passageiros até 50% maior do que no ano passado. A maioria das agências já não tem vaga disponível nos pacotes de Natal e Réveillon.

O dólar barato é o principal responsável por permitir a milhares de brasileiros realizar o sonho de conhecer a Disney World. Os agentes de viagem constataram que ficou mais caro ir para um resort no nordeste brasileiro do que ir para o exterior.

As empresas facilitaram o pagamento das viagens, que podem ser feitos em até dez vezes sem juros.

Mas os agentes dizem também que a gripe suína manteve os turistas em casa no primeiro semestre desse ano, e muitos planos foram adiados para o verão. O mesmo aconteceu em 2008, quando muitas famílias desistiram de viajar com medo do que poderia acontecer por causa da crise.

Os destinos mais procurados pelos clientes das agências entrevistadas são Orlando, Miami e Nova York.

A Stella Barros, uma das maiores empresas do setor, registrou aumento de 30% na procura pelos pacotes. Claudia Abrahão, diretora executiva do grupo, conta que “já não existe lugar em voo nenhum e há fila de espera” para alguns.

- O pessoal que ia viajar em julho acabou adiando e está indo agora. É até mesmo desesperador. Tem gente indo pra Nova York pra chegar em Orlando.

Na Stella Barros os pacotes para a Disney no fim de dezembro com tudo incluso custam cerca de R$ 6.167 (US$ 3.556).

Como as viagens são pagas em dólar e o real está valorizado, as empresas tiveram um aumento médio de 10% no faturamento, ganhando muito mais pela quantidade de clientes do que pelo lucro dos pacotes.

Tatiana Nadal, diretora comercial da SanCaTur, rede de lojas no ABC paulista, diz que o grupo teve que trabalhar muito para faturar 20% a mais do que no ano passado. E que o número de passageiros aumentou em 50% em relação ao fim de 2008.

- Se tivéssemos isso no ano passado, teríamos ganhado muito mais.

A Continental Tur é outro exemplo dessa explosão no turismo americano que os brasileiros estão promovendo. Está localizada em São Bernardo do Campo, conta com apenas uma unidade, mas também já não tem mais vagas para vender nos pacotes de dez ou 15 dias em dezembro.

A proprietária, Rosane Mariza, conta que as excursões para Orlando e Miami custam por volta de R$ 4.800 (US$ 2.800), mas é difícil conseguir vaga em saídas até fevereiro de 2010.

- Tem bastante procura para os Estados Unidos por causa do dólar, e a gente não tem nem lugar. Para a Europa, a explosão vai começar em janeiro e fevereiro, que é alta estação.

A rede CVC também está sem vagas nas excursões de Natal e Réveillon para Miami e Orlando. Lá os pacotes custavam a partir de R$ 2.400 (U$1.400).

A diretora da CVC da Avenida 9 de Julho, em São Paulo, Luciana Fioroni, conta que na sua loja os pacotes acabaram mais cedo do que era esperado.

A unidade abriu em maio de 2009, e as vendas já aumentaram 35% desde então. O faturamento cresceu 40% em relação ao primeiro mês de funcionamento – em grande parte, por conta das vendas desse fim de ano, que fizeram a alegria do setor de turismo brasileiro.

Britânico diz que não dorme há mais de um ano

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homem com insônia

Frank Goodwin diz passar as noites em claro desde abril do ano passado.

O britânico Frank Goodwin diz que não consegue dormir desde abril do ano passado.

As crises de insônia começaram no Natal de 2007 e no início ele contornou o problema tomando pílulas para dormir.

Mas, segundo ele, desde 6 de abril do ano passado, nenhum tratamento faz efeito. Frank conta que toda noite vai para cama, mas não consegue cair no sono.

Testes médicos realizados em junho apontaram que em um período de quatro horas, Frank passa apenas uma hora e quarenta e nove minutos acordado.

Mas ele contesta, e diz que o fato de ninguém acreditar nele se tornou um outro problema.

Frank conta que as pessoas começam a rir quando ele conta que está sem dormir há mais de um ano.

Ele está em busca de pessoas que já tenham sofrido do mesmo mal na esperança de achar uma cura para sua insônia.

Lula recebe líder do Irã em visita cercada de polêmica

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O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad (foto de arquivo)

Mahmoud Ahmadinejad fará visita de pouco mais de 24 horas ao Brasil

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, faz nesta segunda-feira uma visita oficial ao Brasil cercada de polêmica e expectativa.

Neste domingo, antes mesmo da chegada de Ahmadinejad ao país, entidades ligadas à comunidade judaica, grupos religiosos, de defesa dos direitos humanos, de homossexuais e outras organizações realizaram protestos contra a visita do líder iraniano.

A vinda de Ahmadinejad ao Brasil também provocou críticas em outros países. Congressistas americanos chegaram a afirmar que receber Ahmadinejad é um erro.

No entanto, o governo brasileiro defende a visita do líder iraniano, que ocorre menos de duas semanas depois da vinda do presidente de Israel, Shimon Peres, e poucos dias após a visita do presidente palestino, Mahmoud Abbas.

Às vésperas de assumir uma vaga rotativa no Conselho de Segurança da ONU e com a pretensão de conquistar um assento permanente, o Brasil busca com as visitas dos líderes do Oriente Médio desempenhar um papel mais relevante nas grandes discussões internacionais.

Os críticos da visita de Ahmadinejad questionam o fato de o Brasil receber um líder tão polêmico com honras de chefe de Estado e temem que o gesto possa deixar a impressão de que o Brasil concorda com as posições do presidente iraniano.

O governo brasileiro, porém, afirma que a política externa brasileira tem uma tradição de não intervir em assuntos internos de outros países, que isolar o Irã seria menos produtivo e que o melhor caminho é o diálogo.

Durante a passagem do presidente de Israel por Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que não se constrói a paz necessária no Oriente Médio sem conversar com "todas as forças políticas e religiosas, que querem paz e que se opõem à paz".

"Ou você transforma o processo de negociação em um clube de amigos em que todos estão concordando com uma coisa e os que discordam ficam de fora, portanto a paz não será possível nunca", afirmou o presidente na ocasião.

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Programa nuclear

Ahmadinejad ficará apenas um dia no Brasil. Depois, passará pela Venezuela e pela Bolívia, seus aliados na América Latina.

A visita do líder iraniano ocorre em meio ao crescente isolamento do país, especialmente devido a seu programa de enriquecimento de urânio. Estados Unidos e outros países temem que o Irã planeje desenvolver armas nucleares secretamente e pressionam o governo a interromper o enriquecimento de urânio.

A recusa de Teerã em ceder às pressões tem provocado sanções da ONU contra o país. O governo iraniano nega as alegações e afirma que seu programa nuclear é pacífico, com o objetivo de geração de energia.

A expectativa é de que no encontro desta segunda-feira o presidente Lula defenda o uso pacífico de energia nuclear e afirme que o Irã tem direitos e deveres a cumprir.

Antes de embarcar, Ahmadinejad divulgou uma carta em que pede que o Brasil fique "ao lado do povo iraniano" em questões nucleares.

O presidente iraniano é conhecido por suas declarações polêmicas. Ahmadinejad já negou o Holocausto mais de uma vez e prega a destruição do Estado de Israel.

O governo israelense considera o líder iraniano um inimigo e acusa Teerã de fornecer financiamento e treinamento a grupos como o Hezbollah, no Líbano, e o Hamas, na Faixa de Gaza, contribuindo para a instabilidade no Oriente Médio.

Agenda

A visita de Ahmadinejad ao Brasil estava inicialmente prevista para maio, mas foi adiada na última hora, pouco antes das eleições no Irã.

No pleito, realizado em junho, Ahmadinejad foi reeleito em uma votação marcada por acusações de fraude. Na época, o presidente Lula foi um dos primeiros líderes a reconhecer a vitória de Ahmadinejad.

Os protestos que se seguiram à divulgação dos resultados da eleição foram os maiores realizados no Irã desde a Revolução Islâmica, em 1979. A violenta repressão aos protestos deixou dezenas de mortos e centenas de pessoas presas e foi criticada por diversos países.

Ahmadinejad chega a Brasília acompanhado de uma comitiva de quase 300 pessoas, entre elas cerca de 150 empresários de diversos setores. Durante sua visita, serão assinados 23 acordos bilaterais.

Um dos objetivos da viagem é reforçar as ligações comerciais entre os dois países. No ano passado, o Brasil exportou US$ 1,13 bilhão para o Irã e importou US$ 14,78 milhões.

Além do encontro com Lula, o presidente iraniano também será recebido pelos presidentes do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), e por representantes do Grupo de Amizade Parlamentar Brasil - Irã. Está previsto ainda discurso no Instituto de Educação Superior Brasília, segundo a embaixada iraniana.

Ahmadinejad é o primeiro presidente iraniano a visitar o Brasil. Este será o terceiro encontro entre o presidente iraniano e Lula. Os dois líderes já haviam se encontrado no Equador e a segunda nos Estados Unidos.

O presidente Lula deve visitar o Irã no primeiro semestre de 2010.

Empresa lança eletrocutador de lagostas

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A máquina é anunciada como uma forma 'humana' de matar crustáceos

Uma empresa britânica vai lançar nesta semana um equipamento para evitar o sofrimento das lagostas na panela: o CrustaStun promete eletrocutar crustáceos – também pode ser usada com siris, caranguejos e outros animais – em menos de um segundo.

No site da empresa, a máquina é anunciada como "o primeiro atordoador eletrônico de crustáceos humano". Em média, uma lagosta costuma morrer em três minutos, quando cozida em água fervente.

O fundador da empresa britânica Studham Technologies, Simon Buckhaven, criou o equipamento em 2005, mas vem aperfeiçoando o sistema desde então. De acordo com ele, para evitar o sofrimento dos crustáceos.

Cientificamente, a capacidade de sentir dor de lagostas e outros crustáceos ainda é motivo de discussões, mas Buckhaven e organizações de defesa dos direitos de animais dizem acreditar que eles são capazes de sentir a morte lenta nas panelas.

"Esses animais são sensíveis à dor e à tensão e você não deveria fervê-los vivos ou jogá-los em água doce ou mesmo parti-los ao meio enquanto estão vivos", disse Buckhaven ao jornal britânico The Independent deste sábado.

Duas versões

Mas o preço para evitar o suposto sofrimento dos crustáceos é salgado: mais de R$ 7 mil para o equipamento menor.

A empresa oferece ainda uma versão industrial, já usada por diversas empresas da Grã-Bretanha, Irlanda, Portugal e Noruega, que custa mais de R$ 170 mil.

Além de evitar o sofrimento dos animais, o inventor da máquina diz que ela melhora a qualidade da carne da lagosta.

Segundo Buckhaven, em um teste de olhos vendados, consumidores teriam sido capazes de discernir entre as lagostas fervidas vivas e mortas.

"A carne era mais doce e tinha uma consistência melhor. Se você comer um animal que sofreu estresse antes de morrer, vai sentir que isso afeta a qualidade da carne", afirmou o britânico ao Independent.