terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Médicos obrigados a fazer partos de joelhos por falta de maca adequada

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Cremerj constata carência de profissionais e estrutura em maternidades

Rio - Médicos têm realizado partos ajoelhados na Maternidade Municipal Leila Diniz, em Jacarepaguá, conforme constatou o Conselho Regional de Medicina do Rio (Cremerj). Segundo o órgão, a maca usada nos partos não funciona adequadamente. O conselho, que realizou vistorias nas maternidades públicas do Rio, encontrou ainda falta de profissionais e superlotação de pacientes.

“A maca usada para fazer parto não funciona e toda vez que o médico usa, precisa ficar de joelho, porque ela não sobe nem desce. As macas são novas, têm esse dispositivo, mas não estão funcionando pela forma com foram instaladas”, alerta Pablo Queimadelos, coordenador da Comissão de Saúde Pública do Cremerj.

Segundo o conselho, na Maternidade Praça XV, também do município, faltam 32 pediatras, 23 obstetras, enfermeiros, radiologistas, anestesistas, psiquiatras e fisioterapeutas. Os plantões contam com apenas dois médicos que se dividem entre salas de parto, 70 leitos comuns, cinco de UTI Neonatal e 15 de Unidade Intermediária (UI). “As equipes estão incompletas e os bebês e as mães correm risco de vida, pois o atendimento fica muito comprometido”, diz Pablo.

Outro problema é o horário da farmácia, que por falta de funcionários fecha às 17h. Segundo o conselho, enfermeiras calculam e separam os medicamentos para os pacientes internados, mas possíveis complicações só são resolvidas quando a farmácia que guarda o estoque abre, no dia seguinte.

A Secretaria Municipal de Saúde afirma que as macas da Leila Diniz estão dentro do padrão e têm banco com regulagem, o que segundo o Cremerj não é verdade. A secretaria diz ainda que trabalha na reestruturação da rede e que esse ano contratou 300 médicos. E aguarda receber o relatório da vistoria do Cremerj.

'Bata no banqueiro' é sucesso em casa de jogos britânica

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Bata no banqueiro

Jogadores têm que acertar banqueiros com um taco de madeira

Um novo jogo que permite ao usuário bater em banqueiros com um taco de madeira virou sensação em uma casa de jogos britânica.

A popularidade é tanta que o proprietário já teve que substituir os tacos várias vezes, por estarem muito gastos.

O criador do jogo, Tim Hunkin, introduziu o “Bata no banqueiro” – inspirado no antigo jogo “Bata na marmota” - em sua loja de jogos em Suffolk, no centro da Inglaterra.

Nesta versão, em vez de os jogadores baterem com o taco de madeira em marmotas, que “aparecem” no tabuleiro, o alvo são cabeças de banqueiros carecas.

Segundo Hunkin, o jogo “está se mostrando muito popular”.

“Tenho que substituir os tacos com frequência”, disse ele.

“Os banqueiros são carecas e todos têm a mesma cara, porque é assim que imagino que as pessoas vejam os banqueiros: sem rosto.”

Os jogadores, a quem é prometida “uma experiência bancária realmente gratificante”, pagam 40 centavos de libra (cerca de R$ 1,14) para bater em quantos “banqueiros” conseguirem durante 30 segundos.

Quando o jogador vence, uma voz fala: “Você venceu. Vamos nos aposentar. Muito obrigado ao contribuinte por pagar nossa aposentadoria”.

Pessoas com aparência jovem tendem a viver mais, diz estudo

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O ator americano Leonardo di Caprio:  'babyface' (rosto de bebê)

Pessoas com aparência jovem, como Di Caprio, viveriam mais, diz estudo

Pessoas com rostos de aparência jovem - que não refletem sua verdadeira idade - tendem a viver mais do que as que aparentam ser mais velhas do que sua idade real, diz um estudo.

Cientistas dinamarqueses estudaram 387 casais de gêmeos e concluíram que a aparência é um indicador de probabilidade de longevidade.

Como parte do estudo, enfermeiras, professores estagiários e colegas foram convidados a tentar adivinhar a idade dos gêmeos com base em fotografias.

De maneira geral, os indivíduos tidos como mais jovens viveram mais do que o irmão ou irmã de aparência mais velha.

O estudo foi detalhado em artigo publicado na revista científica British Medical Journal.

Longevidade

Os pesquisadores dizem ter encontrado também uma explicação biológica plausível para os resultados.

Segundo eles, partes do DNA chamadas telômeros, que influenciam a capacidade da célula de se replicar, também estariam associadas à aparência jovem.

Telômeros de comprimento mais curto estariam associados ao envelhecimento mais rápido e a inúmeras doenças.

O estudo verificou que os participantes de aparência mais jovem tinham telômeros mais longos.

Os gêmeos tinham idades entre 70 e 90 anos quando fotografados e foram monitorados durante sete anos.

A equipe, chefiada por Kaare Christensen, da University of Southern Denmark, constatou que quanto maior a diferença entre as idades atribuídas às duplas de gêmeos, maior a probabilidade de que o irmão ou irmã de aparência mais velha morresse primeiro.

Fatores como idade, sexo e formação profissional não pareceram influenciar os resultados.

Vida difícil

Segundo Christensen, é possível que pessoas que tiveram uma vida mais difícil tenham maiores chances de morrer mais cedo - e suas vidas se refletem em seus rostos.

"A idade atribuída a uma pessoa, muito usada por médicos como indicação geral da saúde de um paciente, é um sólido indicador biológico do envelhecimento que prediz a sobrevivência em pessoas com idade acima de 70 anos", disseram os pesquisadores à revista British Medical Journal.

O especialista britânico Tim Spector, que vem fazendo suas próprias pesquisas com gêmeos, disse que seus resultados parecem confirmar as revelações do estudo dinamarquês.

"Também descobrimos isso no nosso estudo", disse Spector. "Provavelmente, é a combinação dos genes e do ambiente durante a vida de uma pessoa que é importante."

"Se um paciente aparenta ser mais velho do que sua idade, talvez (os médicos) devam ficar mais preocupados", disse.

Faxineiros são mais valiosos para a sociedade do que banqueiros, diz estudo

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Faxineiro

Faxineiros em hospitais gerariam mais valor que banqueiros

Pessoas que trabalham fazendo faxina em hospitais têm mais valor para a sociedade do que os funcionários de alto escalão de um banco, concluiu um estudo britânico.

A pesquisa, feita pelo instituto de pesquisas New Economics Foundation, concluiu que o faxineiro de um hospital gera cerca de R$ 30 de valor para cada R$ 3 que recebe.

Já o funcionário do banco (aquele com salário anual a partir de RS$ 1,5 milhão) é um peso para a sociedade por conta dos danos que a categoria causou para a economia global, diz o estudo.

Os especialistas envolvidos no trabalho calculam que este trabalhador destrói cerca de R$ 21 para cada R$ 3 que ganham.

Recomendações

Altos executivos de agências de publicidade, por outro lado, "criam estresse", porque são responsáveis por campanhas que geram insatisfação e infelicidade, além de encorajar consumo excessivo.

E contadores prejudicam o país ao criar esquemas para diminuir a quantidade de dinheiro disponível para o governo, diz a pesquisa.

Já os profissionais em atividades como cuidar de crianças ou reciclar lixo estão fazendo trabalhos que geram riqueza para o país.

A equipe da New Economics Foundation usou uma nova fórmula para avaliar diferentes profissões e calcular a contribuição total que cada uma oferece à sociedade, incluindo, pela primeira vez, seu impacto sobre a comunidade e o meio ambiente.

A porta-voz da fundação, Eilis Lawlor, disse: "Faixas salariais com frequência não refletem o valor real que está sendo gerado. Enquanto sociedades, precisamos de uma estrutura de pagamentos que recompense os trabalhos que geram mais benefícios para a sociedade, não aqueles que geram lucro às custas da sociedade e do meio ambiente".

"Deveria haver uma relação entre o que recebemos e o valor que o nosso trabalho gera para a sociedade. Encontramos uma forma de calcular isso", completa.

O estudo da New Economics Foundation também faz recomendações para uma política de maior alinhamento dos salários com o valor do trabalho.