sábado, 2 de janeiro de 2010

Ano Novo é recebido pelo mundo com festa e fogos

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O ano de 2010 fo recebido com grandes festas em vários países ao redor do mundo.

O Ano Novo começou primeiro no Pacífico Sul. À meia-noite na Nova Zelândia (hora local, 9h da quinta-feira em Brasília), um grande espetáculo de fogos de artifício teve início na Sky Tower, em Auckland.

Uma exibição ainda maior ocorreu na Baía de Sydney, na Austrália, onde mais de quatro toneladas de explosivos criaram um show de luz e cor no céu sobre a famosa ponte da cidade, reunindo cerca de 1,5 milhão de pessoas.

A capital do Japão, Tóquio, recebeu 2010 no estilo tradicional: com o som dos sinos dos templos da cidade tocados à meia-noite.

Na Europa e nos Estados Unidos, a chegada do Ano Novo foi marcada por festas já famosas.

Em Moscou, apesar de uma forte nevasca e das temperaturas de cerca de 10°C abaixo de zero, uma série de celebrações foi organizada na Praça Vermelha, para um público de mais de 120 mil pessoas.

Milhares também se reuniram em volta da Torre Eiffel, em Paris, para um show de luzes e música que foi classificado pelas autoridades francesas como uma exibição "única e mágica".

A virada de ano em Londres foi festejada com fogos de artifício em torno da roda gigante do London Eye nas margens do rio Tâmisa. E em Nova York, a segurança foi reforçada na praça de Times Square para a tradicional contagem regressiva para a chegada de 2010.

Políticos

Líderes mundiais aproveitaram a data para relembrar os desafios de 2009 e expressar seus desejos para 2010.

O governo da Coreia do Norte pediu o fim da relação de hostilidade com os Estados Unidos em uma mensagem de Ano Novo publicada em três jornais do país.

Em um discurso à nação, o presidente russo, Dmitri Medvedev, agradeceu a população por enfrentar a crise econômica e falou de valores da família.

“O ano passado não foi muito fácil para nosso país, e gostaria de agradecer a todos por enfrentar juntos”, disse.

“Nosso sucesso no ano novo depende do que cada um de nós fará pelo país e pela família”, afirmou Medvedev no tradicional discurso de encerramento de ano.

Na França, o presidente Nicolas Sarkozy também citou a crise econômica em um pronunciamento à nação.

“Este ano que está terminando foi difícil para todos. Nenhum continente, nenhum país, nenhum setor passou ileso”, disse o presidente.

“Nossos desafios ainda não terminaram, mas 2010 será um ano de renovação”, afirmou Sarkozy.

O presidente disse ainda que a França sofreu menos que outros países e prestou uma homenagem à coragem do povo francês em enfrentar a crise.

Lua Azul

Em algumas regiões do mundo, o Ano Novo será festejado ainda com um evento conhecido como “Lua Azul”, que nada tem haver com a cor, mas significa a segunda lua cheia em um mês.

O último Ano Novo com a Lua Azul aconteceu em 1990 e acontecerá novamente somente em 2028.

A Lua Azul de Ano Novo poderá se vista nos Estados Unidos, Canadá, Europa, América do Sul e África. Na Ásia e na Austrália, o fenômeno acontecerá no 1º dia de 2010.

Relembre os deslizes mais famosos de 2009

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Tiger Woods: Pedido de desculpas que marcou 2009

Woods disse que 'desapontou' a família e lamentou as 'transgressões'

De Kate Winslet a Nelsinho Piquet, passando por Bernard Madoff e Gordon Brown: muitos foram os episódios, no ano que se encerra, em que ricos, famosos, políticos e líderes religiosos mundiais tiveram de encarar as câmeras - ou os juízes em um tribunal - e pedir desculpas por seus atos e deslizes.

A BBC Brasil traz a seguir uma seleção, em ordem cronológica, de alguns desses momentos.

JANEIRO: Kate Winslet

O ano começou em clima de glamour, com a cerimônia de entrega do Globo de Ouro, em Los Angeles. O prêmio, concedido pela Associação dos Críticos Estrangeiros de Hollywood, é um dos mais importantes do cinema americano.

A britânica Winslet pôs fim a anos de indicações sem sucesso ao ganhar dois prêmios: o de melhor atriz coadjuvante no filme O Leitor e o de melhor atriz em Foi Apenas Um Sonho.

O discurso emocionado da atriz ao receber seu prêmio, onde ela pede desculpas às outras concorrentes, garantiu a Winslet lugar de destaque na lista das grandes gafes de 2009.

"Sinto muito, Anne (Hathaway), Meryl (Streep), Kristin (Scott-Thomas)... Meu Deus, quem é a outra?" - perguntou-se. E, segundos depois, sem fôlego, acrescentou: "Ah, sim, Angelina (Jolie)!"

FEVEREIRO: Michael Phelps

O nadador americano Phelps, ganhador de oito medalhas de ouro nas Olimpíadas de Pequim, pediu desculpas aos fãs, dizendo:

"Me comportei de forma lamentável e que demonstrou falta de juízo da minha parte".

A declaração foi feita após o nadador ter sido fotografado em uma festa inalando uma substância de um cachimbo de vidro usado para fumar maconha. O nadador reconheceu que a foto era autêntica, mas não admitiu ter fumado maconha.

MARÇO: Bernard Madoff

Em um tribunal em Nova York, o investidor Bernard Madoff falou em público, pela primeira vez, desde sua prisão.

O homem responsável por um dos maiores casos de fraude financeira da história disse que estava "tão profundamente sentido e envergonhado".

Ele se declarou culpado por 11 crimes, entre eles, lavagem de dinheiro e roubo de fundos de aposentadoria.

Madoff acrescentou: "Estou muito consciente de que feri muitas, muitas pessoas... Não posso expressar adequadamente quão profundamente sentido eu estou pelo que fiz".

O investidor foi declarado culpado por todos os crimes e condenado a 150 anos de prisão.

ABRIL: Time de futebol alemão, Papa Bento 16

O time alemão Energie Cottbus anunciou que devolveria a 600 torcedores o dinheiro pago por ingressos para uma partida da equipe fora de casa.

Os fãs haviam viajado 610 km, de Lausitz até Gelsenkirchen, para ver a equipe perder por quatro a zero do time concorrente, Schalke.

Foi a sexta derrota do Energie Cottbus em sete partidas.

Uma declaração publicada no site do clube disse: "Ao devolver o dinheiro das entradas à torcida, os vermelhos e brancos gostariam de se desculpar por um desempenho digno de pena".

Também em abril, mas por razões muito mais graves, o papa Bento 16 pediu desculpas.

Bento 16 falou de sua "tristeza e angústia" pelo abuso sofrido por gerações de crianças índias em internatos católicos no Canadá.

Do final do século 19 até a década de 1970, cerca de 150 mil crianças foram enviadas à força para escolas administradas pela Igreja. O objetivo era que elas assimilassem a cultura ocidental, de acordo com a política vigente.

Muitas sofreram maus tratos e abuso sexual.

MAIO: Gordon Brown e rede de lojas Marks and Spencer

Em Londres, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, pediu desculpas, em nome de todos os políticos do país, pelo escândalo das despesas dos parlamentares. O episódio manchou a reputação do Parlamento e dos principais partidos políticos da Grã-Bretanha.

Depois de vários dias de desculpas esfarrapadas, líderes políticos resolveram encarar de frente a população, indignada pela forma como os políticos tiraram vantagem do sistema de reembolso de gastos no exercício de seus cargos.

Informações sobre mais de um milhão de recibos submetidos pelos parlamentares foram publicados ao longo de várias semanas pelo jornal britânico Daily Telegraph, detalhando gastos com comida de cachorro e a limpeza de um mote.

No mesmo mês, a tradicional rede de supermercados britânica Marks & Spencer decidiu abandonar sua prática de cobrar mais caro por sutiãs de tamanho grande.

A companhia anunciou a medida com uma campanha publicitária cujo slogan foi "We boobed" - em tradução livre, "cometemos um engano".

A expressão tem duplo sentido. A palavra inglesa boob é um termo coloquial para seios, mas o verbo to boob significa falhar, ou cometer um erro.

JUNHO: Gordon Ramsay

Em Melbourne, na Austrália, o chef britânico foi ordenado, pela própria mãe, a pedir desculpas após ter ofendido a apresentadora de TV australiana Tracy Grimshaw.

Em um evento gastronômico, Ramsay mostrou uma imagem de uma mulher nua, de quatro, com um rosto de porco, e comparou a imagem à apresentadora.

O primeiro-ministro do país, Kevin Rudd, disse que os comentários do famoso cozinheiro refletiam "uma nova forma de vida inferior".

JULHO: Andy Roddick

Durante o prestigioso torneio de tênis de Wimbledon, em Londres, Grã-Bretanha, o jogador americano Andy Roddick disse "eu sinto muito" ao público reunido em torno da centre court, a quadra principal do complexo, após derrotar o escocês Andy Murray.

Roddick venceu a partida, de quatro sets, nas semifinais do torneio. Mas não conseguiu ganhar o público.

AGOSTO: Tenente William Calley

O tenente William Calley, ex-oficial do Exército americano, condenado por sua participação no notório massacre de My Lai, durante a guerra no Vietnã, fez seu primeiro pedido público de desculpas.

"Não se passa um dia sem que eu sinta remorsos pelo que aconteceu", ele teria dito, segundo o jornal Columbus Ledger-Enquirer.

Calley, hoje com 66 anos, foi condenado por seu envolvimento no massacre, em 1968, de 500 pessoas, entre eles, homens, mulheres e crianças, no Vietnã.

De acordo com a decisão do tribunal, ele teria de passar o resto da vida na prisão, mas sua sentença foi alterada para três anos de prisão domiciliar pelo então presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon.

SETEMBRO: Serena Williams e Nelsinho Piquet

Em Nova York, a tenista número no ranking feminino mundial, Serena Williams, pediu desculpas após ter se exaltado com uma juíza de linha durante uma semifinal do US Open.

Williams divulgou um pedido formal de desculpas, mas teve de pagar uma multa de US$10 mil por conta da explosão.

Nesse mesmo mês, na sede da Federação Internacional de Automobilismo em Paris, o piloto de Fórmula 1 Nelsinho Piquet pediu desculpas por seu papel no escândalo do Grande Prêmio de Cingapura.

Nelsinho bateu propositadamente seu carro no circuito de Marina Bay atendendo ordens do diretor de sua equipe.

"Lamento profundamente minhas ações ao seguir as ordens que recebi", disse Nelsinho.

OUTUBRO: Maria Shriver


Na Califórnia, Estados Unidos, a esposa do governador Arnold Schwarzenegger, Maria Shriver, pediu desculpas por dirigir enquanto falava no celular.

Em 2008, Schwarzenegger apoiou a introdução de uma lei estadual que exige que motoristas usem aparelhos hands-free (que permitem que o usuário fale sem segurar o celular) enquanto dirigem.

Respondendo pelo Twitter a fotos publicadas em um website que mostravam sua esposa desobedecendo a lei, Schwarzenegger disse: "Obrigada por trazer as infrações dela ao meu conhecimento. Haverá ação imediata".

Shriver publicou uma declaração em seu site pedindo desculpas e explicando que pretendia doar seu "celular velho favorito" a uma entidade beneficente.

NOVEMBRO: Kevin Rudd

Em uma cerimônia em Canberra, na Austrália, o primeiro-ministro do país fez um pedido de desculpas em nome da nação a cerca de 500 mil crianças que sofreram abusos e negligência em orfanatos em todo o país.

Rudd disse: "Sinto muito pela tragédia - a absoluta tragédia - de infâncias perdidas".

O primeiro-ministro também dirigiu suas desculpas às milhares de crianças britânicas enviadas à Austrália após a Segunda Guerra Mundial, supostamente, para ter uma vida melhor.

A esposa do presidente americano, Barack Obama, Michelle, recebeu um pedido de desculpas do site de buscas Google.

Uma imagem da primeira-dama em que seu rosto foi substituído pelo de um macaco foi publicada no site.

O Google colocou uma tarja sobre a foto dizendo: "resultado ofensivo de busca". A empresa disse: "Às vezes nossos resultados podem ser ofensivos. Nós admitimos."

DEZEMBRO: Tiger Woods

Na Flórida, o astro do golfe Tiger Woods pediu desculpas à sua família, em meio a contínua especulação sobre sua vida particular.

Woods disse que tinha decepcionado a esposa e a família.

Vencedor de 14 torneios major, Woods está casado com a esposa Elin há cinco anos. Eles têm duas crianças pequenas.

Em uma declaração, Woods disse: "Decepcionei minha família e lamento essas transgressões do fundo do meu coração".

O jogador também ofereceu um pedido de "profundas desculpas" aos fãs.

Obra de Degas é roubada na França

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'Les Choristes', de Edgar Degas. Foto AFP

O quadro foi emprestado pelo Museu D´Orsay, em Paris

Um quadro do artista plástico francês Edgar Degas foi roubado de um museu na cidade de Marselha, no sul da França.

Os funcionários do Museu Catini sentiram falta da obra Les Choristes quando abriram o museu nesta quinta-feira.

Segundo o Procurador de Marselha, Jacquet Dallest, não há sinais de violação no museu.

A polícia francesa disse, inicialmente, que o quadro valeria 30 milhões de euros (R$ 74 mi), mas posteriormente o Serviço Nacional de Museus afirmou que a obra é avaliada em 800 mil euros (R$ 2 mi).

O quadro havia sido emprestado do renomado Museu D´Orsay, de Paris, como parte de uma exposição de Degas que terminaria no dia 3 de janeiro e partiria para Itália e para o Canadá.

Investigação

O Museu Catini permanecerá fechado enquanto o roubo está sendo investigado.

Segundo o correspondente da BBC em Paris Hugh Schofield, a equipe responsável pela investigação está examinando as imagens do circuito interno de televisão do museu para encontrar mais pistas sobre o responsável.

A polícia afirma que é possível que algum visitante tenha se escondido dentro do museu após o fechamento do local para realizar o roubo ou ainda que o ladrão tenha sido ajudado por algum funcionário do museu.

Leões marinhos abandonam pier americano após 20 anos

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Os animais chegam a medir três metros de comprimento

Os centenas de leões marinhos que ocupavam há 20 anos o cais da baía da cidade americana de San Francisco abandonaram repentinamente o local.

Os cerca de 1.500 animais, que começaram a chegar ao pier 39 em fins de 1989, eram uma atração turística do lugar.

Especialiastas em vida marinha dizem acreditar que eles chegaram à San Francisco buscando alimentos como sardinhas e anchovas.

Suspeita-se que os animais teriam deixado o local também atrás de comida.

O pier 39 planeja ainda uma festa dia 15 de janeiro para celebrar os 20 anos da chegada dos leões marinhos.

"Se eles não voltarem até 15 de janeiro comemoraremos com os que sobraram", afirmou a porta-voz do local, Sue Mazzin. Restam cerca de 20 leões marinhos no local.