sábado, 27 de março de 2010

China ultrapassa EUA como maior investidor em energia limpa

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Turbinas na China

China investiu em projetos como o de Donghai Bridge, em Xangai,

A China ultrapassou os Estados Unidos em 2009 e se tornou o maior investidor em tecnologia de energias renováveis, segundo um relatório divulgado nos Estados Unidos.

Os pesquisadores do instituto americano Pew calculam que a China investiu US$ 34 bilhões (cerca de R$ 62 bilhões) em energia limpa no ano passado, quase o dobro do investimento realizado nos Estados Unidos.

O Brasil ficou em quinto lugar na lista entre os países do G20, tendo investido aproximadamente R$ 13,2 bilhões, atrás de China, EUA, Grã-Bretanha e Espanha.

O crescimento mais espetacular ocorreu na Coreia do Sul, onde a capacidade instalada cresceu 250% nos últimos cinco anos.

Globalmente, o investimento mais do que dobrou nos últimos cinco anos, afirma o Pew, que concluiu que a recente crise econômica provocou apenas uma pequena queda nesses investimentos.

“Mesmo em meio a uma recessão global, o mercado de energia limpa passou por um crescimento impressionante”, afirma Phyllis Cuttino, diretora da campanha sobre mudanças climáticas da instituição.

“Os países estão disputando a liderança”, disse ela.

“Eles sabem que o investimento em energia limpa pode renovar suas bases manufatureiras e criar oportunidades de exportação, empregos e negócios.”

Os Estados Unidos ainda mantêm uma pequena liderança na capacidade total instalada, mas se a tendência continuar em 2010, a China deverá ultrapassar o país ainda neste ano.

Diversificando

A meta do governo chinês de ter 30GW de capacidade de energia renovável instalados até 2020 está para ser cumprida em breve com o uso apenas de energia eólica (do vento), e novas metas já estão sendo estabelecidas.

“O governo tomou a decisão estratégica de que diversificar suas fontes de energia deveria ser uma prioridade nacional”, comentou Steve Sawyer, secretário-geral do Conselho Global de Energia Eólica (GWEC, na sigla em inglês), que não participou da análise do Pew.

“Ela é agora líder na fabricação de células fotovoltaicas (de energia solar), e são fabricadas mais turbinas eólicas na China do que em qualquer outro país.”

Mas o uso de combustíveis fósseis na China também está em rápida expansão.

Até agora, as renováveis respondem por uma pequena parcela da energia consumida na China, mas a meta do país é que 15% de sua energia venham de fontes limpas até 2020.

A energia eólica foi o setor dominante na maioria dos países que realizaram altos investimentos em energias renováveis, com exceção da Espanha, Alemanha e Itália, onde a energia solar foi a campeã de investimentos.

Já os investimentos nos Estados Unidos caíram em 40% de 2008 para 2009.

O investimento da Espanha também caiu, por causa da recessão, depois de vários anos de rápido crescimento, motivado pelo desejo de diminuir as emissões dos gases causadores do efeito estufa para atingir as metas estabelecidas no Protocolo de Kyoto.

O Pew baseou sua análise com base nos dados da Bloomberg New Energy Finance, o grupo internacional de consultoria e análise.


Ilha no Oceano Índico some com aumento do nível do mar

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Moradores da região do Golfo de Bengala observam erosão (arquivo)

Moradores da região do Golfo de Bengala observam erosão

Fotos recentes de satélite indicam que uma ilha disputada pela Índia e por Bangladesh no Oceano Índico desapareceu sob as águas.

O território, no Golfo de Bengala, era conhecido como Ilha New Moore pelos indianos e chamado de Talpatti do Sul pelos bengaleses e ficava ao sul do Rio Hariabhanga.

De acordo com cientistas da Escola de Estudos Oceanográficos da Universidade Jadavpur, de Calcutá, Índia, a região vem registrando uma elevação do nível do oceano – um dos efeitos do aquecimento global.

O local, com uma área de cerca de 10 km², nunca foi habitado de forma permanente e nunca ficou mais do que dois metros acima do nível do mar.

Sundarbans

Segundo o correspondente da BBC em Nova Déli Chris Morris, no passado a ilha foi visitada por cargueiros indianos, e a Força de Segurança da Fronteira enviou um contingente de forma temporária à ilha, devido à disputa territorial com Bangladesh.

De acordo com o professor Sugata Hazra, da Universidade de Jadavpur, quem quiser visitar a ilha agora precisará de um submarino.

O professor afirmou que seus estudos revelaram que os níveis do mar nesta região do Golfo de Bengala subiram muito mais rápido na última década do que nos 15 anos anteriores.

E, segundo o correspondente da BBC, o professor prevê que na próxima década outras ilhas da região da Sundarbans – a maior floresta de manguezal do mundo, na costa entre Índia e Bangladesh - também vão desaparecer debaixo d'água.

'Times' e 'Sunday Times' vão cobrar por acesso online

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Usuário consulta o Times Online (arquivo)

Analistas afirmam que a cobrança pelo conteúdo do Times Online é uma decisão arriscada

Os jornais britânicos The Times e Sunday Times vão começar a cobrar pelo acesso ao seu site na internet a partir de junho de acordo com a companhia proprietária dos jornais, a News International.

Os usuários terão que pagar uma libra por dia (cerca de R$ 2,66) ou então 2 libras (aproximadamente R$ 5,30) por uma semana, que dará direito a acessar os dois jornais.

Atualmente os dois jornais tem um site em conjunto, o Times Online mas, a partir de maio, cada um terá sua própria página na internet e os usuários que se registrarem poderão fazer um período de testes, de graça, antes de assinar.

De acordo com o correspondente da BBC para o setor de mídia Torin Douglas, a News International afirmou que seu novo sistema de cobrança é acessível e simples e os assinantes terão direito a novos aplicativos, além do conteúdo dos dois jornais.

James Harding, editor do The Times, disse à BBC que o jornal vai aproveitar mais vídeos, gráficos e comentários interativos, com conteúdo para telefones e outros dispositivos móveis.

Quedas

No ano passado o magnata americano da mídia Rupert Murdoch anunciou que seus jornais iriam começar a cobrar pelo conteúdo online, mas a indústria ainda está dividida a respeito destas medidas.

Com a queda nas vendas de jornais, as companhias estão buscando um novo modelo de negócios para conseguir obter algum lucro com suas páginas na internet.

Mas, com tanto conteúdo de notícias online disponível de graça, a decisão da News International é vista como uma estratégia de alto risco.

James Harding admite que é uma medida arriscada. "Mas é menos arriscado do que simplesmente jogar fora nosso jornalismo e entregar tudo de graça", disse o editor à BBC.

Ele comparou a situação da indústria de notícias com a da indústria musical há quatro anos.

"As pessoas diziam que o jogo tinha acabado para a indústria musical, pois todo mundo estava baixando (músicas) de graça. Mas agora as pessoas estão comprando de lojas online", disse.

Já a presidente-executiva da News International, Rebekah Brooks afirmou que a decisão pela cobrança foi tomada "num momento de definição para o jornalismo... Temos orgulho de nosso jornalismo e não temos vergonha de dizer que acreditamos em seu valor".

"Este é apenas o começo. O The Times e o Sunday Times são os primeiros de nossos 40 títulos na Grã-Bretanha a tomar esta decisão. Vamos continuar a desenvolver nossos produtos digitais, investir e inovar para os nossos clientes", acrescentou.

Mas, segundo Tim Weber, editor de economia da BBC o novo modelo adotado pelo The Times e o Sunday Times está fadado ao fracasso por várias razões.

"Não há um sistema amplamente aceito de pequenos pagamentos online para os consumidores de notícias. E, especialmente na mídia em inglês, existem muitos competidores grátis - sites comerciais e serviços públicos como a BBC", afirmou.

No entanto, Weber afirma que as alternativas são poucas e, enquanto a tecnologia e o consumo de produtos de mídia evoluem, a indústria vai elaborar novas formas e modelos de cobrança pela assinatura.

Após 4 décadas foragido, idoso é preso por assassinato em 1951

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Frank Dryman em 1955 e em 2010

Frank Dryman cometeu o crime quando tinha 19 anos, em 1951

Um assassino condenado por um crime cometido em 1951 e fugitivo da Justiça desde 1971 foi preso nesta semana no Arizona, nos Estados Unidos, graças à ajuda do neto da vítima, nascido dois anos após o assassinato.

Frank Dryman, de 78 anos, foi identificado vivendo sob a identidade falsa de Victor Houston na cidade do Arizona, onde possuía um cartório para casamentos.

Em abril de 1951, Clarence Pellett foi morto a tiros em Montana após oferecer uma carona a Dryman, então com 19 anos.

O criminoso chegou a ser condenado à morte por enforcamento, mas teve a pena revista posteriormente para prisão perpétua.

Ele estava foragido da Justiça há quase quatro décadas, após sair da prisão em liberdade condicional e desaparecer.

Neto

Dryman foi localizado graças ao cirurgião dentista Clem Pellett, neto de sua vítima.

Clem Pellett, cujas informações sobre o assassinato do avô se resumiam a recomendações de seu pai para nunca oferecer carona a ninguém, decidiu ir atrás do assassino após encontrar recortes de jornais sobre o crime ao limpar a casa que havia sido dos pais.

Após contatos com jornais locais e a Justiça de Montana, e com a ajuda de um detetive particular, Pellett recebeu a informação de que Dryman estava vivendo no Arizona sob identidade falsa. As tatuagens nas mãos ajudaram a identificá-lo.

Dryman deverá ser enviado novamente a Montana, onde a Justiça local decidirá se permite que ele receba novamente a liberdade condicional ou se ele será obrigado a cumprir sua pena de prisão perpétua em regime fechado.