domingo, 14 de fevereiro de 2010

Avó australiana sobrevive a ataque batendo em tubarão

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Paddy Trumbull conversa com repórteres em hospital (APTN)

Australiana sofreu ferimentos graves e perdeu bastante sangue

Uma avó australiana conseguiu se livrar de um ataque de tubarão no último sábado simplesmente batendo e chutando o animal que a mordia, mesmo após perder muito sangue e sofrer ferimentos profundos.

O incidente ocorreu enquanto Paddy Trumbull, de 60 anos de idade, mergulhava nas proximidades das Ilhas Whitsunday, no Estado de Queensland, nordeste da Austrália.

Segundo a australiana, ela nadava próximo a um barco onde estava seu marido e outras pessoas quanto sentiu um “puxão muito potente” e “imediatamente reconheceu” o que estava acontecendo.

“Eu então me virei e vi um tubarão enorme”, disse Trumbull neste domingo, enquanto se recuperava dos ferimentos em um hospital.

Segundo Trumbull, após se deparar com o animal, ela então decidiu enfrentá-lo.

“Eu pensei, este tubarão não vai conseguir me pegar, e comecei a bater no focinho dele, bater, bater e bater”.

“Ele então me puxou para baixo d’água, mas não conseguiu muito, porque comecei a chutar seu pescoço”.

Luta

A australiana disse que se sentiu “como em um cabo-de-guerra” com o tubarão, já sabendo que estava ferida, ao ver sangue na água.

Segundo Trumbull, no entanto, ela não sentiu dor enquanto lutava com o animal de cerca de 1,5 metro de comprimento.

Após se livrar do tubarão, ela foi puxada para o barco, onde recebeu os primeiros socorros, antes de ser levada para um hospital, onde passou por uma cirurgia.

Segundo os médicos, Trumbull tem sorte de estar viva após um ataque tão feroz.

O cirurgião Mark Flanagan afirmou estimar que ela perdeu cerca de 40% de seu sangue no ataque, e teve que receber transfusões no hospital.

Mesmo com a gravidade do incidente, Trumbull ainda brincou ao falar com a mídia local no leito do hospital.

“Agora eu tenho um traseiro remodelado, então isso é positivo”, brincou.

Pelo menos oito morrem em atentado a bomba na Índia

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Policiais inspecionam escombros de restaurante onde ocorreu explosão (AP)

Restaurante era muito popular entre turistas estrangeiros

Pelo menos oito pessoas morreram e outras 33 ficaram feridas após uma explosão aparentemente causada por uma bomba em um restaurante da cidade de Pune, oeste da Índia, no início da noite deste sábado (horário local), informaram as autoridades indianas.

A explosão ocorreu no restaurante e padaria German Bakery, que fica na área conhecida como Koregaon Park, muito popular entre turistas.

O local também fica próximo de um centro de meditação muito frequentado por estrangeiros e de um centro judaico.

De acordo com as autoridades indianas, há informações de que há estrangeiros entre os mortos e feridos, mas as nacionalidades das possíveis vítimas não foram informadas.

As autoridades do Estado indiano de Maharashtra afirmaram que a explosão foi causada por uma bomba, no que deve ser primeiro grande ataque na Índia desde os atentados de Mumbai, que deixaram mais de 170 mortos em novembro de 2008.

“Houve a explosão de uma bomba. Havia uma sacola abandonada que parecia conter algum dispositivo explosivo improvisado”, disse policial Rajendra Sonawane à agência de notícias Reuters.

Jantar

A explosão ocorreu por volta de 19h, horário local (11h30, em Brasília), em um momento em que o restaurante estava servindo jantares.

De acordo com Chris Morris, correspondente da BBC na Índia, a bomba teria sido detonada no momento em que um garçom verificava uma sacola que havia sido deixada no local.

“Nós ouvimos um grande barulho e todos corremos para fora. O impacto foi tão grande que havia pedaços pequenos de corpos em todo lugar”, disse à agência Reuters Vinod Dhale, funcionário do restaurante.

Segundo o correspondente da BBC, equipes antiterrorismo e peritos estão se dirigindo para a cidade para auxiliar nas investigações.

Após o ataque, diversas cidades indianas também aumentaram seus níveis de alerta de segurança.

Japão pagará quase US$ 1 milhão para 'alugar' pandas chineses

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Imagem de arquivo mostra dois pandas gigantes chineses (AFP, 24 de janeiro de 2009)

Dinheiro deve ser usado para preservação de pandas na China

O zoológico Ueno, em Tóquio, Japão, anunciou na última sexta-feira que pagará quase US$ 1 milhão por ano para “alugar” dois pandas chineses, que devem ser colocados em exposição a partir do ano que vem.

Os dois animais irão substituir o panda gigante Ling Ling, que morreu em 2008, ao 22 anos de idade.

O anúncio do aluguel dos dois pandas foi feito pelo governador de Tóquio, Shintaro Ishihara, que admitiu que o preço a ser pago - US$ 950 mil - é alto, mas afirmou ter conseguido um desconto.

“O preço do aluguel não é baixo. Nós pedimos um desconto e eles cortaram (o preço) em cerca de US$ 50 mil”, disse o governador, segundo a agência de notícias japonesa Kyodo.

Ishihara afirmou que estava recebendo “grandes pedidos” do povo de Tóquio para que o zoológico Ueno, o mais antigo do país, voltasse a ter pandas em exposição.

“Pandas estão em risco (de extinção) e todos os amam”, disse.

Ainda segundo o governador, o dinheiro será usado em projetos de preservação de pandas na China e para a reconstrução de uma reserva que foi destruída pelo terremoto de 2008 na Província chinesa de Sichuan.

Comoção

A morte do panda Ling Ling, em decorrência de problemas no coração, causou comoção no Japão, fazendo com que pessoas de todo o país enviassem presentes e mensagens de condolência ao zoológico.

Uma foto de Ling Ling foi colocada em sua jaula, junto com oferendas de sua comida favorita, brotos de bambu.

A China costuma emprestar pandas a outros países como gesto de aproximação ou para programas de reprodução, mas sempre exige que os animais e seus filhotes sejam devolvidos em algum momento.

Civis morrem durante operação da Otan no Afeganistão

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Ofensiva no Afeganistão

A Otan tenta retomar o controle de partes da província de Helmand

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) confirmou que dois foguetes lançados contra militantes erraram o alvo e mataram 12 civis durante a ofensiva da aliança no sul do Afeganistão.

Os foguetes atingiram uma casa em Marjah durante a operação batizada de Moshtarak, a maior desde a queda do regime Talebã em 2001.

Clique Leia também na BBC Brasil: Otan enfrenta atiradores e bombas em Helmand

O presidente afegão, Hamid Karzai, pediu uma investigação, segundo informações de seu gabinete.

O comandante da Otan general Stanley McChrystal disse a Karzai que "sente profundamente esta trágica perda de vidas".

"A atual operação na região central de Helmand visa restaurar a segurança e a estabilidade a esta área vital do Afeganistão. É lamentável que no curso de nossos esforços conjuntos, vidas inocentes tenham sido perdidas. Oferecemos nossas condolências e garantimos que faremos todo o possível para evitar futuros incidentes", disse o General McChrystal.

A proteção de civis tem sido uma grande preocupação da megaoperação que começou no sábado. Moradores das regiões de combate foram alertados com antecedência sobre a ofensiva em uma tentativa de minimizar o número de vítimas.

O presidente Karzai também pediu à Otan antes do início da operação que houvesse cautela em relação a civis.

Segundo o gabinete da Presidência, pelo menos dez das vítimas seriam da mesma família.

A Otan diz ter suspendido o uso do sistema de foguetes de alta mobilidade envolvido no incidente até segunda ordem.