sábado, 12 de dezembro de 2009

Lula perde para Obama posto de líder mais popular na América Latina

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (foto de arquivo)

Lula também obteve 84% de aprovação dos brasileiros na pesquisa

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o segundo líder mais bem avaliado na América Latina, segundo a pesquisa Latinobarómetro, elaborada pela ONG chilena de mesmo nome e divulgada nesta sexta-feira.

O presidente brasileiro recebeu nota 6,4 (em uma escala de 1 a 10), atrás apenas do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que obteve nota 7.

No ano passado, quando Obama ainda não aparecia na lista, Lula encabeçou o ranking, com avaliação de 5,9.

A pesquisa ouviu mais de 20 mil pessoas em 18 países latino-americanos entre 21 de setembro e 26 de outubro. No Brasil, ela foi conduzida pelo Ibope.

Quando questionados se aprovam o governo do presidente de seu país, 84% dos brasileiros responderam que sim, o segundo maior percentual, atrás apenas do Chile (85%).

Em 2008, esse percentual era de 79% no Brasil.

Questionados sobre a maneira como o presidente está enfrentando a crise econômica, 75% dos brasileiros disseram aprová-la, também o segundo maior percentual.

Otimismo

O Brasil aparece como um dos países mais otimistas da região em relação à situação econômica. O país tem o terceiro maior percentual (55%) de pessoas que acreditam que o pior da crise já passou.

Apenas 22% dos brasileiros afirmaram considerar a situação econômica atual do país ruim ou muito ruim, o quarto menor percentual e bem abaixo da média da região, de 40%.

O Brasil também é o país da América Latina em que mais pessoas acreditam que sua situação econômica vai melhorar nos próximos 12 meses, com 68%.

Além disso, 66% dos brasileiros dizem acreditar que o país está progredindo, o maior percentual, ao lado do Chile. Em 2008, esse percentual era de 59% no Brasil.

Democracia

A pesquisa indica ainda que o apoio à democracia cresceu de 47% para 55% no Brasil no último ano, tendência que repete em outros países. Na comparação entre 2009 e 2008, o apoio à democracia registrou crescimento em 12 países.

No Brasil, além dos 55% que concordaram que "a democracia é preferível a qualquer outra forma de governo", 80% dos entrevistados disseram concordar que "a democracia pode ter problemas, mas é o melhor sistema de governo".

O país também registrou o maior percentual (61%) de pessoas que disseram estar de acordo que os militares devem depor um presidente que viole a Constituição (como ocorreu em Honduras).

A pesquisa, porém, revela que a maioria dos brasileiros não está satisfeito com a maneira como a democracia funciona no país. O percentual de entrevistados que se disseram satisfeitos ou muito satisfeitos ficou em 47%.

O Brasil é o país em que mais pessoas (34%) disseram que elas ou algum parente soube de algum ato de corrupção nos últimos 12 meses.

Ainda assim, quando questionados sobre o que é mais importante, democracia ou desenvolvimento econômico, 53% dos brasileiros escolheram a democracia.

Metade dos brasileiros entrevistados afirmaram ainda que as privatizações foram benéficas para o país, o maior percentual na América Latina.

Além disso, 54% (também o maior percentual) disseram estar satisfeitos ou muito mais satisfeitos com os serviços públicos privatizados.

EUA reclamam de 'desequilíbrio' em pré-acordo sobre clima

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Todd Stern, negociador-chefe americano

Stern diz que texto é passo "construtivo", mas faz ressalvas

O representante especial para mudança climática dos Estados Unidos, Todd Stern, criticou nesta sexta-feira o trecho do esboço de acordo, apresentado aos negociadores na reunião das Nações Unidas sobre o clima, que trata das metas de redução de emissões para países ricos e em desenvolvimento.

O documento prevê, para os países desenvolvidos, uma obrigação, legalmente exigida, enquanto, para os emergentes, propõe apenas uma possibilidade de metas.

Isso, na opinião do negociador americano, representa um "desequilíbrio" no pré-acordo.

"Essa estrutura reflete o pensamento antigo. E nós não queremos começar uma negociação nessa base. É uma obrigação ambiental", afirmou Stern.

A afirmação do negociador americano se baseia nas previsões de que 97% do crescimento das emissões no planeta será causado por países em desenvolvimento.

Portanto, os Estados Unidos não aceitariam um acordo que não estabeleça metas obrigatórias de redução de emissões para os "grandes países em desenvolvimento".

A referência foi interpretada como uma menção à China, mas Índia e Brasil provavelmente seriam incluídos nesta categoria.

Ainda assim, o negociador-chefe americano afirmou que o esboço de acordo é um passo "construtivo" e acrescentou que acredita "absolutamente" na possibilidade de um acordo.

"Não acho que (o acordo) esteja fechado. Ainda está no ar", afirmou Stern.

Pré-acordo

O esboço inicial de acordo prevê que as metas de redução de emissões de gases que provocam o efeito estufa nos países desenvolvidos podem ir de 25% a 45% até 2020.

Os números definitivos vão ser negociados até a assinatura do documento, na semana que vem. As metas para 2050 também variam entre 75% e mais de 95%. Todas têm 1990 como ano base.

Até o momento, as propostas apresentadas voluntariamente pelos países desenvolvidos para 2020 somam apenas 18%.

Entre as novidades do documento está a confirmação de objetivos de redução de emissões nos países em desenvolvimento. O Protocolo de Kyoto prevê reduções apenas nos países ricos.

No esboço oficial, a redução de 15% a 30% até 2020 (em relação a quanto seria emitido no período se nenhuma medida contra isso for tomada) seria voluntária para os países em desenvolvimento. Diferentemente do texto para as reduções dos países ricos, que deixa clara a obrigação legal do cumprimento das metas.

Para o Brasil, que propôs voluntariamente uma redução de 36,1% a 38,9% em suas emissões, a meta em tese não faria diferença, embora países como China e Índia já tenham manifestado insatisfação com a imposição de metas, ainda que voluntárias.

O esboço ressalta ainda que as ações de redução "dependem do apoio disponível".

Temperatura

Outra questão polêmica, o limite de elevação da temperatura da Terra, não foi resolvida: o documento fala de 1,5ºC a 2ºC.

Há alguns bons elementos (no esboço), mas também lacunas grandes. A principal é a falta de definição sobre os resultados desta reunião. Que forma eles terão? Em que queremos transformar isso?

Kim Castersen, líder da iniciativa global do WWF

Na última reunião do G8, em Londres, os países ricos haviam decidido defender um limite máximo de 2ºC. No entanto, vários países – principalmente os mais pobres do mundo – defendem um limite mais baixo.

Em seu relatório de 2007, o Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas (IPCC) recomendou que a elevação de temperatura fosse mantida a no máximo 2ºC para evitar consequências imprevisíveis no clima.

Embora tenha sido saudado como uma "boa estrutura para ser preenchida pelos negociadores" pelo secretário-executivo da convenção da ONU para o clima, Yvo de Boer, o documento foi recebido com ressalvas pelas organizações não-governamentais.

"Há alguns bons elementos, mas também lacunas grandes. A principal é a falta de definição sobre os resultados desta reunião. Que forma eles terão? Em que queremos transformar isso?", disse Kim Castersen, líder da iniciativa global do WWF.

Do ponto de vista dos países em desenvolvimento, uma das questões mais importantes - o financiamento de ações de combate à mudança climática e de redução de emissões - também continua sem nenhuma definição.

O documento deixa totalmente em aberto como seria feito o financiamento de longo prazo. Para um mecanismo de curto prazo, o documento prevê a opção de criação de um fundo que poderia ser financiado tanto apenas pelos países ricos como também ter a participação dos países emergentes, como Brasil, China e Índia.

Clique Leia mais na BBC Brasil: UE promete a países em desenvolvimento 7,2 bi de euros até 2012

A falta de clareza sobre o assunto foi duramente criticada pela ONG Oxfam.

"Pagamentos em grande escala e regulares são a cola que manterá junto um acordo bem-sucedido. Não um acessório opcional. O dinheiro climático é crítico para um verdadeiro acordo e vai proporcionar ações reais em países pobres", disse o consultor internacional para o clima da organização, Antonio Hill.

Ano de pico

Entre os mais insatisfeitos com o documento está o grupo dos pequenos países ilha, que exigem cortes profundos e a manutenção da temperatura até 1,5ºC.

Para eles, é fundamental que um acordo de Copenhague inclua um ano-base para as emissões globais atingirem um pico e, a partir daí, começar a cair.

Na versão atual, não há menção a isso.

O Greenpeace afirmou que o documento apresentado nesta sexta-feira deve ser usado como base para "um acordo forte, que tem que ser assinado pelos chefes de Estado na semana que vem", disse Martin Kaiser, consultor da ONG para políticas internacionais.

Brasileiro vence show de talentos na Alemanha

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 Leo e Vanessa

Leo se emocionou ao ser anunciada a vitória (Foto: ProSieben/Stephan Schuetze)

Um brasileiro de 20 anos é o grande vencedor do programa alemão Popstars. Seu disco em dueto com uma parceira já está sendo vendido na Alemanha.

Leo Ritzmann, que também tem nacionalidade suíça, venceu o show de talentos, que recrutou cantores para formar um dueto entre milhares de candidatos.

Leo e sua parceira alemã Vanessa foram escolhidos pelo público como o dueto vencedor na madrugada de quinta-feira. A final do programa, transmitida ao vivo, foi vista por 2,5 milhões de telespectadores.

O brasileiro, que fala alemão quase sem sotaque, vive na cidade de Hinwil, na Suíça, e trabalha como comerciante. Ele já tinha ficado em sexto lugar no programa suíço Music Star.

Leo e Vanessa

CD com a dupla já está à venda na Alemanha (Foto: Pro Sieben/Stephan Schuetze)

O dueto foi escolhido pelos telespectadores, que votaram por telefone. Nos momentos finais do show, Leo apelou em português frente às câmeras: “Todos os brasileiros que estão me ouvindo, liguem para cá!”

Ele chorou quando foi declarado vencedor. No programa final, ele e sua parceira cantaram músicas como Cry for you e Umbrella, que apresentaram junto com a cantora americana Rihanna.

Seu prêmio é a comercialização de um CD do dueto, que foi gravado antes do show pelos duetos que disputaram a final. O disco já está sendo vendido na Alemanha a partir desta sexta-feira.

“Já faz tempo que eu quero fazer carreira como cantor”, disse Leo, que tem três ídolos musicais: Michael Jackson, Boyz II Men e o cantor Usher.

Totem roubado em Washington é encontrado no Oregon

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O tótem foi recuperado em bom estado

Um totem de 5,5 metros de altura, roubado na semana passada no Estado americano de Washington foi encontrado no pela polícia no Estado de Oregon, segundo o jornal Seattle Times.

O suspeito, de 69 anos, já foi detido e teve a ajuda de uma equipe com um guindaste para remover a peça. Não está claro qual foi a motivação.

A polícia disse que também não está claro se os integrantes da equipe sabiam que o suspeito não tinha autorização para retirar o totem e que eles estavam cometendo um crime.

Junto com a peça, guardada em um trailer no centro da cidade de Seattle, a polícia encontrou um outro totem, de origem desconhecida.

O desaparecimento do totem foi notado na semana passada pelo Rotary Club local, que havia doado a peça à cidade em 1976.

A peça de madeira esculpida apresenta um pássaro de asas abertas no topo, o símbolo do Rotary de Seattle ocidental.

O valor do totem é estimado em US$ 75 mil.