quinta-feira, 22 de abril de 2010

Claro deve indenizar por não desbloquear celular

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Operadora de telefonia que prometeu desbloquear celular de cliente após um ano da data da compra e não fez, agiu de forma arbitrária. Com esse entendimento, a 12ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais confirmou sentença e condenou a Claro a indenizar por danos morais um consultor de vendas de Juiz de Fora (Zona da Mata). A indenização foi fixada em R$ 2 mil. Cabe recurso.

O relator do recurso, desembargador Saldanha da Fonseca, entendeu que houve “inércia da empresa, ao preterir por diversas vezes o ajuste a que estava vinculada sem qualquer motivação, fazendo-o inclusive de modo a chancelar verdadeira propaganda enganosa”. Para o relator, a conduta da empresa gerou dano moral ao consumidor.

De acordo com os autos, o consultor adquiriu em um quiosque da Claro no hipermercado Carrefour, em 9 de março de 2008, um aparelho celular com a promessa de desbloqueio após um ano. Passado o tempo exato, o cliente se dirigiu à loja da operadora e solicitou o desbloqueio.

A atendente, por sua vez, disse que não poderia fazê-lo, pois precisaria de uma declaração de compra do Carrefour. O consultor providenciou o documento, mas mesmo ao apresentá-lo não conseguiu o desbloqueio imediato. Isso porque deveria fazer um protocolo de desbloqueio que, segundo a atendente, levaria 10 dias para gerar uma senha.

Transcorridos os 10 dias, o consumidor retornou à loja, quando lhe pediram que retornasse após mais sete dias úteis, ou seja, no dia 31 de março. Neste dia, ao se dirigir mais uma vez à loja, o desbloqueio foi negado. Dessa vez, nem sequer os atendentes sabiam explicar o motivo.

O consultor recorreu então ao Procon, mas nem assim conseguiu o desbloqueio do aparelho. Insatisfeito, o consumidor ajuizou ação de indenização por danos morais. Ele alegou que se sentiu “desamparado e impotente” e que sofreu lesões psicológicas.

A juíza Maria Lúcia Cabral Caruso, da 7ª Vara Cível de Juiz de Fora, julgou a ação procedente. Ela fixou a indenização por danos morais em R$ 2 mil. A operadora recorreu então ao TJ mineiro. Alegou a inexistência de ato ilícito indenizável. Para a empresa, houve apenas “aborrecimentos limitados à indignação do cliente por ter que diligenciar para ‘desbloquear’ o seu aparelho celular”.

O TJ-MG confirmou a sentença. O voto do relator foi acompanhado pelos desembargadores Domingos Coelho e José Flávio de Almeida. Com informações da Assessoria de Imprensa do Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

Agência prevê retomada de quase 100% dos voos da Europa nesta quinta

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A agência europeia de controle de segurança aérea, Eurocontrol, divulgou um comunicado no início da tarde desta quarta-feira (horário de Brasília) onde afirma esperar que “quase 100%” de todo o tráfego aéreo no continente seja retomado nesta quinta-feira, uma semana depois do início do caos provocado pela erupção do vulcão na geleira Eyjafjallajoekull, na Islândia.

De acordo com a Eurocontrol, estima-se que aproximadamente 22,5 mil voos ocorram em espaço aéreo europeu nesta quarta-feira, ou seja, cerca de 80% dos voos que ocorreriam em uma quarta-feira normal.

A agência ainda afirmou que quase todo o espaço aéreo do continente está sendo liberado, com restrições ainda em vigor em “áreas limitadas, incluindo aeroportos na Finlândia e partes do norte da Escócia”.

Ainda de acordo com a Eurocontrol, o tráfego aéreo transatlântico está voltando ao normal, com 338 voos conseguindo pousar em território europeu nesta quarta-feira.

“Espera-se que quase 100% do tráfego aéreo ocorra na Europa amanhã, quinta-feira, 22 de abril”, diz o comunicado.

Impacto econômico

Embora os aeroportos tenham sido reabertos, espera-se que ocorram atrasos nos próximos voos, à medida que as companhias aéreas tentam lidar com o acúmulo causado pelo cancelamento de 95 mil voos nos últimos dias.

avião parte do aeroporto de glasgow, na escocia, getty, 21 de  abril

Associação estima que empresas perderam US$ 1,7 bilhão

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês) informou estimar que os seis primeiros dias de caos aéreo na Europa tenham representado um prejuízo da ordem de US$ 1,7 bilhão para as empresas aéreas.

“As receitas perdidas até agora totalizam mais de US$ 1,7 bilhão, apenas para as empresas aéreas. Em seu auge, a crise teve impacto em 29% da aviação global e afetou 1,2 milhão de passageiros por dia”, disse o diretor-geral da Iata, Giovanni Bisignani.

“A escala desta crise eclipsou o 11 de Setembro, quando o espaço aéreo dos Estados Unidos ficou fechado por três dias”, disse.

Cautela

Enquanto isso, diversas empresas aéreas europeias têm criticado a extensão da proibição dos voos devido à nuvem de cinzas e ameaçam pedir indenizações.

Em uma entrevista à BBC, o secretário de Transportes da Grã-Bretanha, Andrew Adonis, admitiu que talvez as autoridade de segurança aérea podem ter sido “muito cautelosas” em relação à nuvem de cinzas lançada pelo vulcão.

O secretário, no entanto, afirmou que foram necessários alguns dias de testes para que se pudesse determinar se era seguro voar em algumas regiões.

Enquanto isso, o Comissário Europeu de Transportes, Siim Kallas, negou que a União Europeia tenha demorado para atender aos pedidos por reabertura do espaço aéreo, afirmando que vidas estavam em risco no caso.

Em diversas partes do mundo, empresas aéreas começam a organizar voos extras para tentar eliminar o acúmulo de passageiros dos últimos dias.

Em alguns dos principais aeroportos europeus - como os de Paris, Frankfurt e Madri – se formaram longas filas de passageiros tentando embarcar.

De acordo com as autoridades da Islândia, a erupção do vulcão na geleira Eyjafjallajoekull perdeu cerca de 80% de sua intensidade desde o final de semana, mas a situação ainda pode mudar.

Teme-se que a erupção possa colocar em atividade outro vulcão maior, o Katla.

Empresas aéreas europeias reclamam de direitos 'excessivos' de passageiros

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Indenizações a passageiros estariam agravando crise econômica

As companhias aéreas europeias afetadas pelo fechamento de vários aeroportos na região durante os últimos seis dias afirmam que a proteção oferecida aos consumidores pela legislação da União Europeia "está transformando a crise em uma catástrofe econômica".

A crítica foi feita em um comunicado conjunto emitido nesta quarta-feira pela Associação Internacional de Companhias Aéreas (IACA), a Associação de Linhas Aéreas das Regiões Europeias (ERA) e a Associação de Linhas Aéreas Europeias de Baixo Custo (ELFAA), que juntas representam mais de cem empresas.

Para as três associações, a legislação europeia sobre o setor impõe "obrigações ilimitadas" em relação a direitos dos passageiros, mesmo no caso de eventos que "estão totalmente fora de seu controle".

De acordo com as regras europeias, os clientes de empresas do bloco prejudicados pelo fechamento dos aeroportos têm direito ao reembolso do valor integral da passagem cancelada ou a receber hospedagem e alimentação pagos pela companhia, durante todo o tempo em que tiverem de esperar por um novo voo ou um transporte alternativo até seu destino final.

"O cumprimento dessas regras está transformando a crise em uma catástrofe econômica. A prolongação dessa situação, na qual as companhias estão arcando com esses custos adicionais, mas não estão gerando ingressos, ameaça inevitavelmente a viabilidade de seus negócios, com sérios riscos sobre o emprego", reclamam as associações.

Perdas

Em um comunicado paralelo, a Associação Internacional de Transportes Aéreos (Iata, na sigla em inglês) defende a mesma posição.

"Esta crise é um ato de Deus, completamente fora do controle das companhias aéreas. Mas as regras europeias sobre direitos de passageiros aéreos não levam isso em consideração", afirma.

Por isso, as companhias querem receber compensações financeiras da Comissão Europeia (órgão Executivo da União Europeia) e dos governos europeus para cobrir esses gastos adicionais.

"É muito cedo para começar a calcular os custos exatos da crise. Mas as primeiras indicações que temos é de que são significativos", disse Amy Spenlove-Brown, porta-voz da IACA, à BBC Brasil.

Segundo as associações, o prejuízo total poderia levar algumas companhias ao risco de falir.

A Iata calcula que as companhias afetadas deixaram de ganhar mais de US$ 1,7 bilhão desde o início da crise só com o cancelamento de voos, sem contar os gastos adicionais com os cuidados obrigatórios aos passageiros.

"Para uma indústria que perdeu US$ 9,4 bilhões no ano passado e estimava perder outros US$ 2,8 bilhões em 2010, esta crise é devastadora", afirma o diretor da Iata, Giovanni Bisignani.

Desde quinta-feira passada, quando os aeroportos europeus começaram a suspender suas atividades, mais de cem mil voos foram cancelados em todo o continente, de acordo com estimativas da Eurocontrol, agência de aviação europeia.

Crise de enxaqueca faz britânica falar com sotaque chinês

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Sarah Colwill

Colwill está fazendo tratamento com fonoaudiólogos

Uma mulher britânica está sendo tratada por fonoaudiólogos por ter passado a falar inglês com sotaque chinês depois de sofrer uma grave crise de enxaqueca.

Sarah Colwill, técnica em informática de 35 anos, foi diagnosticada com a chamada Síndrome do Sotaque Estrangeiro, um mal raríssimo que resulta de danos na parte do cérebro que controla a fala e a pronúncia.

O médico John Coleman, especialista em fonética da Universidade de Oxford, que está acompanhando Colwill, disse que, em geral, a síndrome é provocada por derrames ou lesões cerebrais.

Mas ela acredita que seu problema começou após uma fortíssima dor de cabeça, que a obrigou a chamar uma ambulância.

"A telefonista e os paramédicos que me atenderam comentaram que eu estava com um sotaque chinês, apesar de eu nunca ter ido à China e ter vivido toda a minha vida no sul da Inglaterra", contou Cowill a jornais britânicos.

'Frustrante'

Cowill, que mora em Plymouth com o marido e duas enteadas, agora está fazendo tratamento de fonoaudiologia para tentar perder o sotaque chinês e recuperar o seu timbre original.

"Estou falando em um tom muito mais agudo, desafinado. Quando ligo para meus amigos, muitos batem o telefone na minha cara pensando que estou passando trote", afirmou. "É muito frustrante."

"Quero minha voz de volta, mas não sei se vou conseguir", disse.

Especialistas acreditam que existam menos de 20 pessoas em todo o mundo sofrendo do mesmo problema. O primeiro caso registrado foi o de uma mulher atingida durante um bombardeio na Noruega, em 1941, que passou a falar com norueguês com sotaque alemão.